Dicas: Implante contraceptivo

12 coisas que você precisa saber sobre o implante contraceptivo   
É fácil de usar? Que vantagens oferece? Dá pra remover a qualquer momento?
Especialistas dão dicas sobre o anticoncepcional mais eficaz, segundo a Organização Mundial de Saúde

contaceptico01O implante anticoncepcional é um método relativamente novo em comparação com as pílulas, que existem há 50 anos. Embora seja uma alternativa com importantes benefícios e que ampliou as possibilidades de escolha da mulher, ainda há muita dúvida sobre esse contraceptivo.

Você sabia que o implante é considerado o método anticoncepcional mais eficaz de todos [1,2], segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)? E que ele é mais eficaz até que a laqueadura das trompas uterinas? Conversamos com a ginecologista Carolina Sales Vieira, professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), para esclarecer as principais questões sobre esse método que combina alta eficácia, por não depender do uso correto da mulher – o que está associado à ocorrência da gravidez não planejada -, com reversibilidade para um planejamento familiar adequado [2]. Confira!

1. O que é o implante contraceptivo?

O implante contraceptivo é um bastonete de 4 cm de comprimento, produzido por um material plástico especial – chamado EVA (etileno-acetado de vinila) – flexível e estéril. Contém em sua composição um tipo sintético do hormônio natural progesterona, chamado etonogestrel e muito semelhante aos presentes nas pílulas anticoncepcionais.[3]

2. Como funciona?

O hormônio contido no implante é liberado gradualmente no organismo com a função de inibir a ovulação, garantindo a contracepção e impedindo uma gravidez não planejada. O anticoncepcional também age no espessamento do muco cervical para dificultar o deslocamento dos espermatozoides. Quando inserido até o quinto dia do início da menstruação, ele já está funcionando (sem necessidade de proteção adicional), da mesma forma como ocorre com outros métodos. O efeito contraceptivo é garantido por até três anos. Por esse motivo, o implante é considerado um anticoncepcional de longa ação, embora seja possível sua retirada a qualquer momento com retorno rápido da fertilidade. [3]

3. Onde é colocado?

A inserção do implante é rápida (cerca de dois minutos) e não é dolorosa. É realizada pelo médico, de forma bastante simples, no próprio consultório, com um aplicador especialmente projetado para essa finalidade e anestesia local. O implante deve ser colocado abaixo da pele do braço não dominante e ficar palpável, sem causar incômodo local, durante os três anos de uso. Depois da inserção, é recomendável o acompanhamento médico nos meses subsequentes, além da habitual visita anual ao ginecologista. A retirada e a substituição por um novo implante também ocorrem da mesma forma simples e rápida.[3]

4. Quanto tempo dura?

O implante é um anticoncepcional reversível e de longa ação, ou seja, tem efeito de três anos, sendo possível retirá-lo a qualquer momento se houver o desejo de engravidar ou por outras razões. Ao final desse período, pode-se fazer a inserção de um novo implante, logo em seguida à extração do anterior, ou aderir a outro método contraceptivo, conforme recomendação médica.[3]

5. Como deve ser usado?

O implante contraceptivo não requer uma ação diária ou regular da usuária depois de inserido. E, ao contrário da maioria dos outros métodos, não depende da conduta da mulher para ser usado corretamente e funcionar. Uma vez colocado, age de forma prolongada durante até três anos, garantindo o efeito anticoncepcional nesse período. A qualquer tempo ou após o prazo de duração, pode ser retirado e/ou substituído por outro implante ou método anticoncepcional, de acordo com orientação médica.[3]

6. É eficaz?

O implante é considerado o método anticoncepcional mais eficaz de todos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em cada 10.000 mulheres que usam o implante, apenas 5 terão uma falha. Ele é mais eficaz até que a laqueadura das trompas uterinas (5 falhas em cada 1.000 mulheres). Entre os contraceptivos hormonais – pílulas, sistema intrauterino (SIU) liberador de levonorgestrel, adesivo, injetáveis e anel vaginal -, tem também o maior índice de eficácia: 99,95%. O efeito do método foi testado em diversos estudos internacionais e comprovado durante mais de nove anos de comercialização do produto em vários países. [1,2]

7. Quem pode usar?

O implante não contém o hormônio estrogênio e, por isso, pode ter várias indicações em várias situações em que o uso de estrogênio (presente em métodos chamados combinados: estrogênio + progesterona) não é recomendado. Dessa forma, o implante pode ser utilizado mesmo nos casos de tabagismo, enxaqueca, hipertensão, diabetes, risco cardiovascular, amamentação, entre outros, conforme avaliação das condições clínicas da mulher e prescrição médica. [4]

8. Existem outros métodos anticoncepcionais de longa ação?

Sim. Além do implante contraceptivo de três anos, existem métodos como o dispositivo intrauterino (DIU) com cobre – ação por até 10 anos -, o sistema intrauterino (SIU) liberador de levonorgestrel – uma espécie de DIU com hormônio que age por até cinco anos – e o injetável trimestral. O uso de qualquer um deles é reversível, ou seja, pode ser interrompido se houver o desejo pela maternidade, por exemplo. [5]

9. Quais são os principais benefícios desse método?

A principal vantagem é a alta eficácia. O implante tem inserção rápida e simples e não requer visitas ao médico e exames ginecológicos periódicos para garantir sua eficácia. Considerando os outros métodos (pílulas, adesivo, injetáveis e anel vaginal), de forma geral, os contraceptivos de longa ação também apresentam a grande vantagem de não exigirem um esforço contínuo da mulher para funcionar. Como os demais métodos com hormônio, pode reduzir a cólica menstrual. Resumindo, combinam alta eficácia, com reversibilidade (assim que retiramos já podemos engravidar) e longa duração. [2]

10. Quanto custa?

O custo do implante mais procedimento médico para inserção do contraceptivo varia de R$ 900 a R$ 2.000, valor comparável ao dos métodos mais modernos pelo mesmo período. Após a colocação, o efeito anticoncepcional está garantido, de forma contínua, por três anos.

11. O que pode acontecer ao usar o implante?

Como com todo contraceptivo que não tem estrogênio (pílula, injeção trimestral e SIU), ocorrem mudanças na forma de sangramento das mulheres. Algumas podem ficar sem sangrar, outras podem ter menos ou mais menstruações, e, em alguns poucos casos, ter pequenos sangramentos prolongados (mancha na calcinha). No entanto, isso não afeta a eficácia do método ou gera qualquer risco para a saúde da mulher. Em geral, 85% das mulheres ficam satisfeitas com o padrão de sangramento. Em alguns casos, como ocorre com outros anticoncepcionais, pode haver: dores de cabeça e na mama nas primeiras semanas de uso (são efeitos passageiros), além de acne em 10% dos casos. [3]

12. Há problemas para engravidar, após a remoção?

Não. A recuperação da fertilidade ocorre em seguida à retirada do implante, permitindo que a mulher engravide na sequência caso não haja fatores clínicos precedentes que dificultem a concepção. [3]

Referências bibliográficas:

  1. TRUSSELL J. Contraceptive efficacy. In: Hatcher RA, Trussell J, Nelson AL, Cates W, Stewart FH, Kowal D. Contraceptive technology: nineteenth revised edition. New York NY: Ardent Media, 2007.
  2. World Health Organization department of Reproductive Health and Research (WHO/RHR) and Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health / Center for Communication Programs (CCP), INFO Project. Family planning: a global handbook for providers. Baltimore and Ge neva: CCP and WHO, 2007.
  3. Bula do produto.
  4. World Health Organization. Medical eligibility criteria for contraceptive use. 4rd ed. Geneva: World Health Organization, 2009. Disponível em http://whqlibdoc. who.int/publications/2010/9789241563888_eng.pdf. Último acesso em 18 de fevereiro de 2013.
  5. ACOG Committee Opinion. Increasing use of contraceptive implants and intrauterine devices to reduce unintended pregnancy. Obstetrics and Gynecology 2009;114(6):143 4-8.

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