Icterícia pode causar complicações no sistema nervoso

Doença é comum , mas se não for controlada, apresenta riscos ao bebê

ictericia01Conhecida popularmente como “amarelão”, a icterícia fisiológica atinge mais de 80% dos recém-nascidos e, se controlada, não apresenta riscos à saúde. Caracterizada por uma coloração amarelada nos olhos e na pele do bebê, a doença ocorre devido ao excesso de bilirrubina no sangue. A quebra das hemoglobinas dos recém-nascidos é uma das causas do excesso desta substância. As hemoglobinas fetais são substituídas e a destruição dessas células liberam diversas substâncias, entre elas a bilirrubina. O organismo metaboliza as substâncias extras e as eliminam. No caso da icterícia, a bilirrubina acumula-se na pele do bebê causando a pigmentação amarelada.

Segundo a neonatologista Dra. Ana Marily Soriano, do Hospital Santa Luzia, a icterícia em recém-nascidos pode ser justificada pela capacidade limitada do fígado do bebê para capturar (processar) toda a quantidade de bilirrubina produzida. “Esta é a forma mais comum da doença. Porém, ela pode ser causada pela incompatibilidade do sangue da mãe e seu filho”, relata a especialista.

A icterícia começa a se manifestar a partir do segundo dia após o nascimento e pode durar cerca de dez dias, ficando mais amarelada no quinto ou sexto e desaparecendo espontaneamente, geralmente começando pela cabeça, tórax, barriga e pernas. O diagnóstico é clínico e a doença é classificada de acordo com as zonas de intensidade da pigmentação. Posteriormente, é realizado o exame de sangue para detectar o nível de bilirrubina presente. De acordo com a neonatologista, é essencial determinar o grau da doença e manter acompanhamento médico após a alta, para que não aumente.

Nos casos em que a icterícia não desaparece sozinha, o médico pode indicar a fototerapia, também conhecida como banho de luz. A técnica consiste em colocar o bebê em um aparelho em contato com várias lâmpadas para ajudar a diluir a pigmentação, que será convertida pela luz e excretada por meio das fezes. “O banho de sol caseiro é indicado para todos os recém-nascidos, porém não é tão eficiente em graus mais avançados da doença. O bebê deve ficar no máximo 10 minutos no sol natural, já na fototerapia ele pode ficar 24 horas ininterruptas quantos dias for necessários para a melhora da doença”, afirma a especialista.

Outra causa da icterícia é devido à incompatibilidade de sangue entre mães e filhos, como por exemplo, Rh- e RH+, respectivamente. Com a incapacidade de apurar o pigmento, a substância pode seguir para a corrente sanguínea e chegar ao sistema nervoso central. “A icterícia é uma doença relativamente comum, leve e fácil de tratar. Mas, quando não é tratada corretamente pode causar convulsões e surdez”, alerta. A especialista recomenda saber o tipo sanguíneo da mãe e do parceiro antes de engravidar, colaborando para a prevenção da doença.

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Christiana Ribeiro
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