40% de quem corre sofre ao menos uma lesão muscoloesquelética

Lesões aparecem em corredores que fazem ao menos 3km por treino

correndo02Pessoas sem histórico da prática de exercícios físicos estão se agrupando nos chamados grupos de corridas de rua para treinos e competições. Eles se juntam sob a orientação de um instrutor, interagem entre si, traçam objetivos comuns e se exercitam, entretanto essa prática coletiva é vista com ressalvas pelos profissionais da medicina, especialmente porque os treinos são praticamente iguais para todos e não respeitam a individualidade ou característica física de cada atleta. “Tenho visto um aumento significativo de lesões, inclusive de casos graves como fraturas de fêmur que necessitaram cirurgia. E, em sua grande maioria, a história é a mesma: começou a correr meses antes, aumentou a quilometragem semanal com rapidez, começou a disputar provas de 5, 10 ou 15km, pouco tempo de descanso, e daí surgem dores”, explica o ortopedista do Hospital e Maternidade Celso Pierro, José Luis Zabeu.

O osso é muito beneficiado pela corrida, já que o impacto repetido o fortalece com o tempo. Já na situação de overtraining (sobrecarga), o que ocorre é a superação do limite de impacto que este osso pode suportar. Existem duas situações em que surgem fraturas diante de traumatismos de menor energia: ou o osso é fraco, e um esforço normal acaba levando à sua ruptura (isso se chama fratura por insuficiência), coisa típica de pessoas com osteoporose grave e que se machuca em situações cotidianas, ou o osso é normal e a sobrecarga de exercícios o leva à fadiga, ou seja, ele se quebra. Isto é chamado de fratura por estresse.

Segundo o especialista a incidência de lesões musculares, ósseas e vasculares aparece em corredores que faz ao menos 3km em cada treino, sendo muito mais comuns naqueles que chegam aos 50km por semana ou se o atleta busca cada vez mais velocidade em cada treino/corrida. “São fatores predisponentes de lesão na corrida problemas de fraqueza muscular (dos quadris aos pés), pernas desalinhadas (principalmente joelhos em valgo, ou seja, para dentro), patelas (rótulas) hipermóveis, que tenham tendência de deslocar, antecedente de hérnia de disco na coluna ou cirurgias de fraturas nos ossos dos membros inferiores”, relata.

Zabeu orienta que “a prevenção das lesões é: orientação dos treinos a partir de pessoas realmente preparadas, paciência para adquirir o condicionamento necessário, análise médica e fisioterápica da condição muscular, vascular e óssea. E, acima de tudo, observação atenta do que o corpo diz. Nem toda dor é normal para quem corre”.

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