Hipertensão Arterial – um dos maiores problemas de saúde pública

O dia 26 de abril é lembrado como Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial,
considerado um dos maiores problemas de saúde pública.

coracaopa01Para esclarecer o que é, quais os fatores de risco e como evitá-la, preparamos um material assinado pelo cardiologista Dr. Eduardo Campbell, que compõe o quadro médico do Hospital San Paolo – centro hospitalar de média complexidade, localizado na zona norte de São Paulo.

Abaixo, seguem as respostas do especialista. Caso tenha interesse em mais informações, estamos à disposição.

O que é a Hipertensão Arterial?

“A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) tem alta prevalência e baixas taxas de controle, é considerada um dos principais fatores de risco modificáveis e pode causar a morte no caso da elevação da pressão arterial a partir de 115×75 mmHg de forma linear, contínua e independente”,

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento da HAS?

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de HAS, existem alguns modificáveis e outros não-modificáveis, ou seja, aqueles que podem ou não ser evitados.

Dentre os que não podem ser evitados destacam-se fatores como:

  1. Idade (sendo a prevalência de HAS superior a 60% na faixa etária acima de 65 anos),
  2. Hereditariedade,
  3. Etnia (cor “não branca” tem maior propensão à doença)
  4. Sexo (prevalência global de HAS entre homens e mulheres é semelhante, embora seja mais elevada nos homens até os 50 anos, invertendo-se a partir da 5a década).

Entre os fatores que podem ser evitados, dificultando o aparecimento da doença, estão:

  1. Aumento de Peso – o excesso de peso se associa com maior prevalência de HAS desde idades jovens. Na vida adulta, mesmo entre indivíduos fisicamente ativos, incremento de 2,4 kg/m2 no índice de massa corporal (IMC) acarreta maior risco de desenvolver hipertensão. A obesidade central também se associa com elevação da pressão arterial;
  2. Sedentarismo – a atividade física reduz a incidência de HAS, mesmo em indivíduos pré-hipertensos, bem como a mortalidade e o risco de doenças cardiovasculares;
  3. Excesso de sal na dieta – a ingestão excessiva de sódio tem sido correlacionada com elevação da pressão arterial. A população brasileira apresenta um padrão alimentar rico em sal, açúcar e gorduras, estando mais disposta ao aparecimento de doenças como HAS e Diabetes;
  4. Consumo de álcool – a ingestão excessiva de etanol se associa com a ocorrência de HAS de forma independente das características demográficas.

Como evitar os riscos modificáveis?

Devemos sempre buscar um hábito de vida saudável com atividades físicas regulares, manter o peso ideal (IMC<25kg/m2), reduzir o sal da alimentação, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, não fumar, entre outros.

Exames periódicos também são recomendados? Quais são os exames e que especialista procurar?

Sim devemos sempre fazer exames periódicos. Contudo, tais exames variam de paciente para paciente e de acordo com o estágio da doença. Principalmente aquelas pessoas com fatores de risco para HAS ou as já portadoras da doença devem procurar o seu cardiologista para realização de exames (como exames de sangue, urina, eletrocardiograma, ecocardiograma, MAPA) e acompanhamento de rotina.

Uma vez diagnosticada, a hipertensão pode ser completamente curada?

Existem dois tipos básicos de Hipertensão Arterial Sistêmica, uma dita primária e outra conhecida como secundária. As HAS secundárias são aquelas que acontecem secundariamente a alguma doença como, por exemplo, câncer, hipertiroidismo, Síndrome de Cushing, entre outras. Neste tipo de HAS a cura é possível desde que a doença de base seja tratada e/ou curada. Já nas HAS primárias (que correspondem à maioria dos casos) ainda não existe cura e sim controle. Com os medicamentos mais modernos está cada vez mais fácil atingirmos os níveis pressóricos preconizados para cada paciente.

Quais os sintomas da doença?

A HAS, assim como algumas outras doenças crônicas, não vem acompanhada de sintomas, sendo muitas vezes sua primeira manifestação um evento mais sério como o AVC. Por isso é fundamental o acompanhamento periódico, principalmente após os 40 anos de idade.

Quais são os tratamentos mais comuns?

Além da mudança no estilo de vida (prática regular de atividades físicas, controle de peso, redução do sal da dieta), o tratamento é feito de forma individualizada, com o uso regular e diário de medicamentos por via oral.

O modo de vida das pessoas que moram nos grandes centros urbanos também contribui para os casos de hipertensão?

Sem dúvida! O estresse, a falta de um sono de qualidade, a falta de tempo para realização de atividades físicas e para alimentação saudável, entre outros, são todos potenciais fatores de risco e de desenvolvimento de HAS, principalmente naquelas pessoas já pré-dispostas a esta condição.

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PATRÍCIA CASSEANO COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL LTDA
Calu Fernandes
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