Será compulsão ou um simples prazer?

Organização Mundial da Saúde informa que 120 milhões de pessoas sofrem de compulsão

compulsao01Ao contrário do que se acredita, a compulsão não está relacionada exclusivamente ao uso de drogas. Ela pode estar ligada a outras situações que provocam prazer, como fazer compras, comer ou fazer sexo. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 120 milhões de pessoas, em todo o mundo, sofram com a doença, considerada o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população.

As compulsões são divididas em dois grupos. O compulsivo que come sem parar, hipocondríaco ou alcóolatra busca a fuga do risco, do sofrimento e da angústia. O outro grupo é o impulsivo, caracteriza-se pela compulsão sexual e o comprar de forma intermitente, por exemplo. Nesses casos, o indivíduo busca o risco e o prazer imediato.

O comportamento compulsivo se caracteriza ainda por uma pressão interna que faz com que a pessoa se sinta tomada por um desejo muito forte de realizar uma ação que gere prazer, principalmente nos estágios iniciais, mas que depois provoca sentimento de culpa. Existe uma alteração no cérebro ligada à liberação de um neurotransmissor chamado dopamina, que é responsável pela sensação de prazer. Ele faz com que a pessoa, ao realizar determinado desejo, associe tal estímulo ao prazer e bem-estar que está sentindo e que foi provocado pela maior liberação desse neurotransmissor. Porém, quando se repete muito tal comportamento , a ação da dopamina se esgota rapidamente, a pessoa se sente mal e precisa repetir com mais frequência o estímulo externo para manter minimamente os níveis de dopamina no sistema cerebral de recompensa.

Cerca de 90% dos compradores compulsivos são mulheres. Alguns estudos mostram que elas têm a chamada “dependência de shopping center”, caracterizada por problemas com compras, com comida e cleptomania. Os comportamentos compulsivos masculinos estão mais ligados à adição de álcool, de drogas e ao sexo. Essa diferença provavelmente pode ser atribuída aos aspectos culturais, pois biologicamente não é possível explicá-la, já que toda a ação da doença está associada ao circuito da recompensa que, em teoria, é igual nos dois sexos.

O tratamento é feito por meio de psicoterapia e de remédios. O primeiro passo é a pessoa reconhecer que sofre do transtorno e depois buscar a origem do problema e seu tratamento. Porém, profissionais enfrentam um problema comum ao lidar com a questão da dependência ou compulsão: o fato de ser visto como falta de caráter ou fraqueza de personalidade da pessoa. Isso piora o acesso dos dependentes a um tratamento adequado.

Compradores compulsivos podem apresentar o que em medicina se chama de comorbidade, ou seja, a associação com outras patologias psiquiátricas. Estudos mostram que de 60% a 70% das mulheres com compulsão por compras apresentam sintomas depressivos e número um pouco menor, depressão clínica propriamente dita.

Outra doença frequentemente associada aos compradores compulsivos é a distimia, uma depressão crônica mais leve do que a depressão clínica. É evidente que pessoas com sintomas depressivos, às vezes por anos, quando descobrem que o fato de irem às lojas para fazer compras melhora seu ânimo, desenvolvem compulsão nem tanto pelo prazer de possuir um objeto em si, mas porque são paparicadas pelo vendedor dentro de uma loja bonita e num ambiente agradável. O bem-estar que sentem nesses momentos é descrito quase como um orgasmo. Interessante é que muitas, ao sair da loja, começam a cair na real e veem que deram mais um cheque ou assumiram mais uma dívida no cartão de crédito e não levam os objetos que adquiriram para casa ou, se levam, escondem-no do marido (a maioria é casada) ou não desfazem os pacotes.

Localizada no Rio de Janeiro, a Neurohealth , Centro de Métodos Biológicos em Psiquiatria, oferece o tratamento contra compulsão através da estimulação magnética transcraniana repetitiva. Sob a supervisão da Dra. Julieta Guevara, a EMT é atualmente um dos métodos mais modernos no tratamento da depressão e alguns transtornos de comportamento.

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