Gestantes com epilepsia devem ter cuidados especiais

Procedimentos médicos devem ser adotados durante a gestação para evitar a malformação do bebê

gravidez02Epilepsia é um distúrbio neurológico crônico, que se expressa por crises epilépticas recorrentes. O problema também acomete com as gestantes, mas o tratamento para elas deve ser específico, já que o uso de medicação envolve o risco de malformação fetal . A ocorrência de malformações fetais na população geral é de 2 a 3% das gestações, em pacientes epilépticas que fazem uso de medicamentos antiepilépticos durante a gestação, este risco sobe para cerca de 3 a 10%.

Para a Dra. Adélia Henriques Souza, Presidente da LBE – mestre e doutora em Neurociências e Ciências do Comportamento pela UFPE. Reconhecida pelo seu trabalho como neurologista infantil, toda mulher com epilepsia em idade fértil deve ser informada que apesar de um aumento do risco de malformações fetais, a maioria dos recém-nascidos não apresentará malformações. “O bebê terá um desenvolvimento normal, principalmente se as recomendações simples feitas pelo médico forem seguidas”, afirma. Existe uma chance em 90% dos casos do bebê nascer normal, sem qualquer malformação.

Entre as recomendações, está o uso de ácido fólico, pelo menos três meses antes da gravidez que deve ser e mantido nos primeiros três meses da gestação. Também se faz necessário o ajuste da dose e a divisão das dosagens da medicação da paciente, evitando picos sanguíneos do medicamento. Lembra ainda que a ocorrência de crises durante a gestação poderá ser extremamente prejudicial à mãe e ao bebê.

Ainda de acordo com a neurologista, a amamentação deve ser estimulada com alguns cuidados como evitar cansaço excessivo, dormir regularmente à noite e amamentar sentada. Se por acaso, o recém-nascido apresentar efeitos adversos importantes, a amamentação materna deve ser reduzida, se necessário, suspensa.

Cenário da Epilepsia

Liga Brasileira de Epilepsia

A Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) é uma associação civil, sem fins lucrativos que foi fundada na cidade do Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1949. A LBE congrega médicos e outros profissionais dedicados à saúde das pessoas com epilepsia, tem a missão de promover recursos para o ensino e pesquisa destinados à prevenção, diagnóstico e tratamento da epilepsia. É associada à Internacional League Against Epilepsy (ILAE) e ao Internacional Bureau For Epilepsy (IBE), dos quais recebeu o título de Capítulo Brasileiro e o poder para representá-las no Brasil. Atualmente compõem a diretoria, Dra. Adélia Henriques Souza (presidente), Dr. Ricardo Amorim Leite (secretário), Dra. Valentina Nicole de Carvalho (tesoureira) e Dra. Maria Luiza Manreza (Secretária Permanente).
www.epilepsia.org.br

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