5 passos para superar a frustração amorosa

Psicoterapeuta Maura de Albanesi enumera cinco passos para superar a frustração da paixão
não correspondida, que é mais obsessão do que amor.
“Perceber que o fato do outro não gostar de mim não me diminui” é o começo da superação

Não importa o quanto você faça, a pessoa que você “ama” não gosta de você da mesma forma — e mesmo assim você continua fazendo. Surpresas, presentes e mais um bocado de agrados não sensibilizam aquela “alma fria“. E, ainda assim, você continua querendo surpreender, dar presentes e agradar. Já parou para pensar que essa pessoa simplesmente não está a fim de você? E que isso não é culpa dela?A frustração do amor não correspondido é que a gente encasqueta que é aquela pessoa. Eu gosto dela e ela tem que gostar de mim. E de repente isso não acontece: ela não gosta de mim o tanto que eu gosto dela. Mas há uma projeção nossa de tudo o que aquela pessoa é ou deixa de ser. E é uma questão de ser mimada. Eu quero, porque quero aquela pessoa: quero aquele brinquedinho“, elucida Maura de Albanesi, psicoterapeuta com mais de 30 anos de atuação. “Isso não é amor: é uma obsessão.

Quando acontece esse tipo de situação, segundo a psicóloga, a pessoa começa a brigar consigo mesma. É como um sapato que não cabe no pé, mas a pessoa insiste em tentar colocar.O problema é que a pessoa quando cisma, ela não acha que aquele sapato não serve. Pelo contrário, ela acha que ela encontrou o sapato perfeito“, compara. “O sapato que está querendo andar em outros pés. Ou por outros caminhos. Mas o sapato ela acha que é perfeito, que ela encontrou e tem tudo a ver“, acrescenta.

Nesse caso, essa é uma armadilha que a própria pessoa se coloca, segundo Maura. “Porque falta o respeito à vontade do outro. Eu gosto, quero, acho que tem tudo a ver, mas essa pessoa não me quer. Porque ela quer outras coisas e encontrou outros sapatos melhores para o pé dela. Então é necessário que eu veja o que cabe no meu pé e o que cabe no pé do outro“, ensina.

De acordo com a especialista, o amor tem que vir de dentro para fora. “Quando eu penso em amar alguém, é como se eu já tivesse de ter esse amor internalizado dentro de mim; eu já me amo, já estou pleno de mim e esse amor transborda por mim e esse transbordar toca o outro em plena doação, em pleno serviço“, explica.

Para superar uma situação como essa, Maura de Albanesi lista cinco passos:

1 – Perceber que o outro não gostar de você não te diminui

“A pessoa tem que trabalhar no sentido de que o outro não a quer, não significa que ela não é boa. Porque é comum entrar numa desvalia: qual é o meu problema para o outro não gostar? Quais são os meus defeitos? Então a pessoa começa a se sentir menos. E o fato de alguém não gostar da gente não tira nosso valor. Assim como o fato de a gente não gostar de alguém não tira a valia desse alguém. Então cada um tem a sua própria importância e deve ser mantida a qualidade do seu próprio valor. Simplesmente aquilo não agradou o outro. Isso é não trazer a escolha do outro para se autodenegrir. Ele só não quer porque ele tem escolhas diferentes. O fato dele não gostar não te diminui.”

2 – Levantar uma lista das pessoas que você não gostou

“Você já parou para pensar nas pessoas que gostaram de você, mas você não gostou? Então você deve perceber o quanto essas pessoas continuam sendo pessoas boas e não necessariamente pessoas más. Às vezes você pode até pensar que tal pessoa era maravilhosa, mas você não conseguia gostar dela. Então o fato dela gostar ou não de alguém não significa que alguém não tem virtude ou qualidade.”

3 – Aceitar a liberdade que o outro tem nas escolhas que faz

“Esse é um processo que tem a ver com respeito. Quando eu respeito a escolha e não estou submetido a apreciação do outro, eu entendo que a pessoa tem liberdade de escolhas e de definir o que é melhor para ela e assim abro espaço para elaborar melhor a rejeição.”

4 – Lidar com a rejeição

“Na hora que eu respeito que o outro escolheu outra coisa e não escolheu a mim, eu sinto a rejeição. E esse sentimento, nós vamos lidar no sentido de que todos somos rejeitados de alguma forma. A rejeição é uma situação natural de uma sociedade: toda vez que a gente escolhe algo, outra coisa foi rejeitada e que isso faz parte do processo de vida. E que naquele momento se você se sentiu rejeitado significa que você foi rejeitado nessa e não em uma outra situação.”

5 – Transformar a rejeição em liberação

“Então, é hora de transformar a rejeição em liberação. Não é que eu fui rejeitado: eu fui liberado dessa para outra situação. É importante conseguir entender que a liberação abre caminhos para outras coisas melhores para as quais eu posso ter mais atenção. E entender que tudo na vida é uma rejeição. Quando um chefe escolhe alguém para uma promoção, ele rejeita outras pessoas. Então se o sentimento não bateu, você pode ser lindo, maravilhoso, mas tenho outras prioridades. Então eu estou te liberando. O que acontece é que nessa hora ninguém quer ser liberado. E ninguém deve se sentir rejeitado e desprezado.”

Maura de Albanesi

é mestranda em Psicologia e Religião pela PUCSP, Pós-Graduada em Psicoterapia Corporal, Terapia de Vivências Passadas (TVP), Terapia Artística, Psicoterapia Transpessoal e Formação Biográfica Antroposófica, atua com o ser humano há mais de 30 anos.

Guilherme Zanette (MTB-SP 63.114)

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