Combatendo a dor crônica com o chip medular

Implante de chip medular é opção para combater a dor crônica
O assunto de estimulação neurológica é muito vasto e amplo, tem diversas técnicas e finalidades.

estimulaA estimulação medular para alívio da dor não é uma novidade, ela foi descrita e proposta por Shealy et al em 1967, inicialmente com a indicação para pacientes com dores na coluna lombar com irradiação para membros inferiores após cirurgias de coluna sem melhora do quadro álgico. Com o passar do tempo e melhor compreensão do seu mecanismo de ação, as indicações aumentaram: síndrome dolorosa regional complexa (uma dor de difícil manejo que atinge braços ou pernas geralmente após um trauma ou intervenção cirúrgica) e dores provenientes a doenças vasculares periféricas . “Hoje temos uma experiência de mais de quatro décadas para tratamento de dores neuropáticas por esse método“, afirma Dr. Pedro Pierro, neurocirurgião funcional do Instituto Brasileiro Integrado de Neurociências (iBrain).

A ideia da estimulação medular é baseada em uma teoria de 1965, descrita por Melzack e Wall, conhecida como “portão da dor”.Essa teoria descreve uma competição entre estímulos motores e sensitivos na medula, onde somente um dos estímulos teria acesso a medula . Dessa forma, os estímulos motores mais rápidos ocupam a via de transmissão impedindo que os impulsos sensitivos alcancem o sistema nervoso central. Após alguns anos, foi demonstrado que essa teoria não estaria completamente correta, mas o princípio da competição das fibras sim“, explica o especialista.

De acordo com o neurocirurgião, as indicações atuais para o implante do eletrodo medular são mais amplas: síndrome pós laminectomia ou síndrome do insucesso da cirurgia espinhal, síndrome da dor regional complexa, dor intercostal pós toracotomia, dor do membro fantasma, neuropatia dolorosa diabética, dor pós herpética, dor mielopática, dor causada por isquemia de um membro, angina intratável, entre outras.

A cirurgia pode ser realizada através de diversas técnicas, desde percutânea com o paciente acordado, somente com anestesia local e uma leve sedação (limitada) ou por laminectomia (procedimento realizado com uma pequena abertura na coluna) feita sob anestesia geral ou local conforme a indicação. “Colocamos um eletrodo na coluna com diversos pólos (4 a 20) sob a meninge mais externa que envolve a medula espinhal. Esse eletrodo é conectado a um gerador que implantamos no subcutâneo da pessoa. Com o auxílio de um aparelho de telemetria, sob a pele, no consultório eu consigo regular esse aparelho. Escolho os pólos que quero que funcione, frequência, voltagem e largura de pulso“, finaliza Dr. Pedro Pierro.

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