Sexo e artrite reumatoide: recuperarando o prazer a dois

Estudo mostra que a maioria dos pacientes apresenta disfunção sexual,
mas tema ainda é tabu nos consultórios

Acometidos por sintomas como dor, fadiga e rigidez articular, pacientes com artrite reumatoide costumam enfrentar também dificuldades para estabelecer uma vida sexual satisfatória, mesmo durante os primeiros estágios da doença. É o que mostra um estudo publicado recentemente pela Revista Brasileira de Reumatologia, conduzido por pesquisadores do Distrito Federal1. Das 68 mulheres com diagnóstico inicial de artrite reumatoide avaliadas pelo trabalho, 79,8% apresentavam disfunção sexual.

Decidimos abordar esse tema porque, em um mesmo dia, três pacientes com artrite reumatoide se queixaram de disfunção sexual”, afirma uma das autoras do estudo, a reumatologista e professora-doutora Lícia Maria Henrique da Mota, orientadora do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Brasília (UnB). O artigo traz ilustrações cedidas pela fundação britânica Arthritis Research UK que representam as seis posições sexuais mais adequadas para evitar desconfortos ao paciente.

Coordenadora da Coorte Brasília de Artrite Reumatoide Inicial, grupo do Ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília da UnB, a médica destaca a importância de estratégias que ajudem a estabelecer o diálogo entre médicos e pacientes a respeito da sexualidade, assunto considerado tabu nos consultórios. Para colaborar nesse cenário, a reumatologista está desenvolvendo um guia para pacientes com dicas sobre como levar uma vida sexual saudável, trabalho realizado em parceria com o terapeuta ocupacional Pedro Henrique Tavares Queiroz de Almeida.

Embora discutam o tratamento medicamentoso, os reumatologistas pouco indagam sobre a vida sexual de seus pacientes. Isso ocorre, em parte, porque não estão seguros se deveriam de fato abordar essa temática. A limitação de tempo durante a consulta é outro fator importante”, avalia a médica. Por outro lado, de acordo com a reumatologista, muitos pacientes também evitam falar sobre sexualidade por vergonha, alimentando um ciclo que acaba mascarando o total de casos de pacientes reumáticos com disfunção sexual.

A perda do prazer

Embora os sintomas físicos da artrite reumatoide, especialmente a dor e a mobilidade reduzida, exerçam impacto significativo sobre a vida sexual dos pacientes, a questão engloba também um componente psicológico. Frequentemente, a baixa autoestima e a imagem negativa do próprio corpo levam à perda de interesse pela atividade sexual.

Para ajudar o paciente a recuperar o prazer a dois, a médica defende que os médicos adotem uma estratégia de abordagem e orientação sexual. “O médico pode, por exemplo, orientar o paciente a organizar uma divisão de tarefas para que sua rotina não cause fadiga, reduza a dor e mantenha um bom nível de funcionalidade ao longo do dia”, avalia a reumatologista. Antes do ato sexual, o paciente também pode usar analgésicos ou relaxantes musculares, desde que prescritos pelo médico, bem como experimentar banhos mornos e compressas para o alívio da dor e da rigidez.

A expressão da sexualidade é apenas um dos muitos e variados aspectos que envolvem o tratamento de um paciente com artrite reumatoide, doença crônica, inflamatória e progressiva que afeta cerca de 2 milhões de brasileiros. Por isso, é fundamental que o processo seja conduzido por uma equipe multidisciplinar, formada não apenas por médico, mas também por psicólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional.

Tratamentos

Embora não exista cura para a artrite reumatoide, há tratamentos capazes de controlar a doença, principalmente quando o diagnóstico é feito precocemente. Com medicações que diminuem a atividade da enfermidade, é possível prevenir danos irreversíveis nas articulações, aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Considerando que a artrite reumatoide é uma doença autoimune, os medicamentos agem regulando essa autoimunidade exagerada. São os chamados medicamentos modificadores do curso da doença, que podem ser sintéticos ou fabricados por biotecnologia (chamados de biológicos). Eles são conhecidos pelas siglas MMCDs (em português) ou DMARDs (em inglês). Recentemente, surgiu uma nova classe de DMARDs sintéticos que agem dentro das células, inibindo a janus quinase, uma proteína importante nos processos inflamatórios característicos da enfermidade. Por isso são denominados DMARDs alvo-específicos.

Referência

  1. Pedro Henrique Tavares Queiroz de Almeida. Como o reumatologista pode orientar o paciente com artrite reumatoide sobre disfunção sexual. Revista Brasileira de Reumatologia.2015; 55(5); 458-463.

PFIZER

Presente em 175 países, a Pfizer realiza um intenso trabalho de pesquisa e desenvolvimento para melhorar a qualidade de vida das pessoas e oferecer soluções inovadoras aos grandes desafios do mundo contemporâneo ligados à saúde. Seu portfólio se concentra em sete áreas: imunologia e inflamação; oncologia; doenças cardiovasculares e metabólicas; dor e neurociência; vacinas, doenças raras e biossimilares. São 150 opções terapêuticas entre medicamentos, vacinas e os mais famosos produtos isentos de prescrição do mundo. A companhia investe por ano US$ 7 bilhões no desenvolvimento de novos tratamentos, numa empreitada que envolve 260 parceiros, entre universidades e centros de tecnologia. Em todo o mundo, a Pfizer apoia projetos sociais associados à saúde, desenvolvimento social, educação e respeito ao meio ambiente. Com 166 anos de história, dos quais mais de 60 anos no Brasil, a companhia trabalha para fazer a diferença na vida das pessoas e ampliar o alcance da população aos seus tratamentos.

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