Coçar os olhos pode levar ao ectrópio

Quem nunca coçou os olhos, levante a mão!
Pode até ser reconfortante, mas esse hábito é um perigo para a saúde dos olhos.

Um dos problemas que essa mania pode causar é o ectrópio, que se caracteriza pelo afastamento da margem palpebral de sua posição anatômica correta. É como se a pálpebra virasse para fora.

Segundo Dra. Tatiana Nahas, oftalmologista, especialista em cirurgia de pálpebras e Chefe do Serviço de Plástica Ocular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo o ectrópio atinge mais as pálpebras inferiores, deixando o globo ocular desprotegido. “O ectrópio pode causar secura, vermelhidão, sensação de ter areia nos olhos, lacrimejamento constante e inflamação na córnea (ceratite). Nos casos mais graves, o ectrópio pode causar lesões importantes na córnea, como ulceração e perda permanente da visão”.

Por que as pálpebras podem virar para fora?

Embora coçar os olhos possa levar ao ectrópio, há diversas outras causas. Uma delas é o envelhecimento. O ectrópio involucional ocorre quando a pele fica mais flácida e os músculos perdem a força. Com isso, a chance do afastamento da margem das pálpebras é maior. Outro tipo é o paralítico, que ocorre quando há paralisia do nervo facial.

O ectrópio cicatricial acontece devido a processos de cicatrização ou de contração dos tecidos subjacentes à pálpebra, como resultado de cirurgias, inflamação ou queimadura. A exposição crônica ao sol também pode levar a essas mudanças. Por último, há o ectrópio mecânico, que pode ser causado por um tumor, inchaço da pálpebra inferior ou ainda hérnia formada de gordura. Nessas situações, o peso acaba puxando a pálpebra inferior para fora e para baixo”, explica Dra. Tatiana.

Como é o tratamento

O médico oftalmologista irá realizar uma avaliação completa do paciente para determinar a causa do ectrópio. Para melhorar os sintomas, podem ser prescritos lubrificadores com lágrimas artificiais, pomadas e outros produtos tópicos.

Normalmente, a cirurgia é recomendada para melhorar a função da pálpebra e proteger o globo ocular, prevenindo assim complicações na córnea. Essa é a principal preocupação, pois o ectrópio não tratado pode levar ao desenvolvimento de lesões importantes nessa estrutura do olho”, afirma a médica.

Entretanto, nem todos os casos são cirúrgicos. Se a superfície ocular estiver protegida, por exemplo, a necessidade da cirurgia não é urgente.

É possível prevenir?

Nem todos os ectrópios podem ser prevenidos. Algumas dicas importantes:

Danielle Menezes

Assessoria de Imprensa
(11) 96975-0308
danielle@agenciahealth.com.br

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