Dengue: Dicas dos especialistas para prevenção

Previna-se contra a dengue: Especialista dá dicas para identificar os sintomas
e evitar a transmissão da doença

O período das chuvas está chegando e, com ele, o perigo de uma nova epidemia de dengue no país. Recentemente, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descobriram que os ovos do mosquito Aedes aegypti – vetor da doença – tornaram-se mais resistentes e imunes ao cloro e aos inseticidas, conseguindo, assim, sobreviver por até 1 ano para eclodir nas primeiras chuvas do verão seguinte. “Essa descoberta reforça a importância do combate aos focos do mosquito“, explica a infectologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Daniella Costa de Menezes e Gonçalves.

De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões a 100 milhões de pessoas são infectadas anualmente no mundo e, segundo o Ministério da Saúde, quase 500 mil precisam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da doença. No Brasil, o problema é grave e foi considerado uma epidemia no ano passado. Só no Rio de Janeiro, por exemplo, foram notificados quase 240 mil casos e mais de 170 mortes entre janeiro e outubro de 2008.

Hora de combater o mosquito

O papel da população é essencial para erradicar a doença do país. Medidas simples, como não deixar recipientes com água parada, podem evitar a proliferação do problema. O vetor da doença – o mosquito Aedes aegypti – precisa de ambientes úmidos e quentes para procriar, principalmente locais com água empoçada como vasos, garrafas ou recipientes que acumulem líquidos.

Além de não deixar água acumulada em barris, tambores, potes e vasos, é importante lavar os utensílios que ficam expostos ao tempo com água e sabão“, explica a infectologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Daniella Costa de Menezes e Gonçalves. Cobrir caixas de água com telas, colocar areia em recipientes das plantas, deixar as garrafas com o bocal para baixo, não acumular lixo e detritos e utilizar vaporizadores elétricos ao amanhecer e fim de tarde são outras soluções que contribuem para acabar com o problema.

O que é a dengue?

A dengue é uma doença febril, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Lugares quentes, úmidos e poças de água são ideais para o desenvolvimento do mosquito e, conseqüentemente, da doença. A pessoa contaminada deve repousar e só tomar medicamentos com orientação médica, pois certas substâncias comumente usadas para tratar os sintomas podem agravar a doença.

A Transmissão

O ciclo de transmissão começa por meio do depósito de larvas do mosquito em recipientes com água parada. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por uma semana, até se transformarem em mosquitos adultos. A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. O mosquito Aedes aegypti é o portador do vírus e transmissor da doença. Os sintomas só aparecem a partir do terceiro dia e podem durar entre 5 a 7 dias.

Sintomas e tratamento

Os sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do apetite, manchas e erupções na pele, náusea e dores nos ossos e articulações. Em casos mais graves, como a dengue hemorrágica, podem surgir sangramentos pela boca e nariz, dores abdominais, vômito e dificuldade para respirar.

Não existem medicamentos antivirais para combater a doença. O tratamento da doença é sintomático, ou seja, apenas para alívio dos sintomas. Porém, é extremamente importante consultar um médico antes de tomar qualquer remédio, pois algumas substâncias tipicamente usadas para tratar febre e dor de cabeça podem agravar o estado de saúde do paciente. “É indicado que o paciente repouse, beba muita água para repor os líquidos perdidos e não tome nenhum medicamento sem o conhecimento do médico,” alerta a Dra. Daniella Costa.

Tipos de dengue

Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em três formas clínicas:

A probabilidade de manifestações hemorrágicas é menor em pessoas infectadas pela primeira vez, sendo mais comum em pessoas que já contraíram a doença anteriormente. Os sintomas da dengue hemorrágica são semelhantes à dengue clássica, até o momento em que a febre desaparece e começam a surgir outros sinais de alerta, como dores abdominais fortes, vômito persistente, pele pálida, sangramentos pelo nariz, boca e gengiva, dificuldade respiratória e perda da consciência.

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