Excesso de peso duplica risco de morte por câncer

Nos próximos dois anos mais de 1 milhão de brasileiros serão diagnosticados com câncer.
Obesidade está ligada ao desenvolvimento de 29% dos casos de câncer de útero nas mulheres
e 20% dos tumores de esôfago entre os homens

Estudo realizado pela Universidade de Melbourne, na Austrália, revelou que homens com excesso de peso têm duas vezes mais chances de óbito por câncer de próstata.

Divulgado nesta quinta-feira, dia 19 de janeiro, na Revista Internacional de Câncer, o estudo foi realizado com análise nos casos de 17 mil homens entre 40 e 69 anos de idade. “A obesidade é a grande epidemia do século XXI e precisamos lutar para combatê-la, pois está vinculada ao desenvolvimento e complicação de diversas doenças. A obesidade é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, ficando atrás apenas do tabagismo”, destaca o cirurgião bariátrico, membro da Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade (IFSO), Dr. Roberto Rizzi.

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), nos próximos dois anos mais de 1 milhão de brasileiros receberão o diagnóstico de câncer.

Dos novos casos, estima-se que a doença deva atingir 50,8% dos homens, sendo o câncer de próstata a doença mais comum entre eles.

Levantamento da Sociedade Americana do Câncer diz que um terço das mortes por câncer são relacionadas à obesidade. Publicação do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, diz que a redução dos níveis de obesidade no país pode evitar 19% dos casos da doença. “A população brasileira infelizmente está seguindo a tendência internacional e está a cada dia mais gorda. Além do câncer, a obesidade é fator de risco para outras doenças, como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares”, destaca Dr. Roberto Rizzi.

De acordo com o Inca, a prática de atividade física e uma alimentação saudável podem reduzir em 63% os tumores de boca, faringe e laringe. O controle da obesidade pode fazer com que o câncer de mama tenha sua incidência reduzida em 30%. “Temos que repensar nossa alimentação, pois ela pode ser fator de proteção ou aumentar os riscos de desenvolvimento do câncer. Precisamos aumentar o consumo de frutas, fibras, verduras, legumes e peixes e deixar de lado alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas, como refrigerantes e alimentos industrializados”, diz Dr. Rizzi.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a obesidade já atinge mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, pelo menos 3,5 milhões de pessoas estão em estado de obesidade mórbida, ou seja, estão com pelo menos 40 quilos acima do peso corporal ideal.

Por conta do crescimento da obesidade, o Brasil tem registrado um aumento no número de cirurgias bariátricas, popularmente conhecida como redução do estômago, que é indicado no tratamento da obesidade mórbida. No ano de 2010 o Brasil realizou 60 mil cirurgias.

A diminuição do tamanho do estômago para perda de peso é recomendada quando o índice de massa corporal (IMC) é maior que 40 em pessoas com idade superior a 18 anos, seja homem ou mulher. O procedimento pode ser recomendado, ainda, se o IMC estiver entre 35 e 40 e o paciente em questão tiver diabetes, hipertensão arterial, apnéia do sono, hérnia de disco ou outras doenças associadas à obesidade. “A cirurgia bariátrica é a última opção para o paciente que já tentou, sem sucesso, reduzir peso por métodos tradicionais. O padrão de qualidade da cirurgia é muito alto no Brasil, temos excelentes equipes e a taxa de mortalidade é muito baixa”, ressalta Dr. Rizzi.

Homem x Mulher

A obesidade interfere de forma diferente em homens e mulheres no desenvolvimento do câncer. Segundo relatório Saúde Brasil, desenvolvido pelo Ministério da saúde, a obesidade responde por:

No sexo feminino
• 29% dos casos de câncer no útero.
• 26% dos casos de câncer de esôfago.
• 16% dos casos de câncer de rim.
• 14% dos casos de câncer de pâncreas.
• 14% dos casos de câncer de mama.
• 1% dos casos de câncer de colorretal (intestino grosso).

No sexo masculino
• 25% dos casos de câncer de pâncreas
• 20% dos casos de câncer de esôfago
• 10% dos casos de câncer de rim
• 8% dos casos de câncer de colorretal

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