Tumores de laringe engrossam estatísticas do câncer

Alertas e novos horizontes no tratamento do câncer.

Tumores de laringe engrossam estatísticas do câncer,
mas cenário é de mudanças no tratamento e possibilidade de cura

As estimativas do câncer no Brasil e no mundo saltam a cada ano, colocando no topo do ranking de causas de morte, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca)Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasilaponta sete novas localizações de tumores que vêm aumentando as estatísticas, entre elas o de laringe – um dos tipos mais comuns de câncer de cabeça e pescoço.

 Segundo Fernando Cotait Maluf, chefe da Oncologia Clínica do Centro de Oncologia do Hospital São José, os tumores malignos de cabeça e pescoço correspondem a 6% de todos os tipos de câncer, respondendo por 644 mil novos casos e 352 mil óbitos a cada ano. Comum em pessoas com mais de 40 anos de idade, a manifestação desse tipo de tumor é até três vezes mais recorrente em homens que em mulheres.

A população masculina sofre mais as conseqüências do vício do cigarro. O tabagismo – além de fazer mal aos pulmões – é a causa de 95% dos casos de câncer de laringe. O álcool não fica longe dos principais fatores de risco para esse tipo de tumor, ainda mais quando associado ao vício do cigarro.

O tabagismo e o álcool são os grandes responsáveis pela maioria dos tumores de cabeça e pescoço, especialmente quando associados. Fumantes – e ao mesmo tempo etilistas – apresentam risco de 40 a 100 vezes maior de desenvolver um câncer de laringe”, ressalta o especialista.

Os fatores que influenciam o aparecimento do câncer de laringe não param por aí. A própria poluição e infecções pelo papilomavírus humano (HPV) contribuem para alavancar as estatísticas.

 Avanço terapêutico – Se por um lado, as estatísticas demonstram um cenário avassalador, por outro, a boa notícia fica por conta do avanço da medicina que caminha a passos largos na direção de novas terapias e até mesmo da cura da doença. No caso dos tumores avançados de laringe, o tratamento tradicional era a laringectomia total, ou seja, a remoção completa da laringe – procedimento que causa grande temor aos pacientes, que precisam ser traqueostomizados. No entanto, protocolos de tratamentos que incorporaram a quimioterapia à radioterapia modificaram esse cenário e mostraram ser seguro tratar os pacientes evitando a cirurgia.

De acordo com Maluf, houve avanço no desenvolvimento de drogas quimioterápicas mais eficazes e no modo mais efetivo de combiná-las à radioterapia, e também a modernização das técnicas de radioterapia. “Estudos recentes demonstram que entre 70 e 80% dos pacientes têm seu tumor erradicado sem a necessidade de cirurgia”, diz o oncologista, que ressalta também os efeitos colaterais intensos provocados por esse tipo associado de terapêutica, como inflamação das mucosas da cavidade oral e garganta, bem como irritação da pele. “Toxicidades severas e até morte, que pode chegar a 10%, são associadas aos programas de radioterapia e quimioterapia”, acrescenta.

 Alvos – O empenho para encontrar alternativas não-cirúrgicas e manter a preservação da laringe fez os pesquisadores desenvolverem novas drogas, chamadas alvo-específicas, que têm como missão atacar os mecanismos mais críticos para o crescimento do tumor e seu poder de enviar metástases a outros órgãos.

 Para Maluf, o grande avanço na última década neste contexto foi o anticorpo monoclonal cetuximabe, que ataca o receptor do fator de crescimento epidérmico (Epidermal Growth Factor Receptor – EGFR), importante para conter o crescimento, proliferação e poder metastático do câncer de cabeça e pescoço. Além de ser bastante eficaz quando combinado com a radioterapia nos tumores localizados, os efeitos colaterais são mais brandos que aqueles observados com a quimioterapia e a radioterapia. Esse benefício também foi demonstrado quando o cetuximabe foi associado à quimioterapia em pacientes com metástase.

Hoje, aos pacientes com tumores de cabeça e pescoço, há um horizonte mais esperançoso e otimista do que o vislumbrado no passado, o que permite um maior número de pessoas sejam tratadas de forma completa”, diz Maluf. “É possível curar sem mutilar.”

 A Merck
A Merck é a mais antiga indústria farmacêutica e química do mundo. A companhia une essa tradição com a busca constante por inovações nos segmentos em que atua. Com forte presença global, a Merck, fundada na Alemanha há mais de 340 anos, hoje está presente em 67 países e distribui seus produtos em mais de 150. A empresa possui visão de longo prazo e prioriza a pesquisa e o desenvolvimento de inovações nas indústrias farmacêutica e química.

Desde 1995, a empresa possui cerca de 30% do seu capital total cotado na Frankfurt Stock Exchange. Os demais 70% pertencem à família Merck, descendente do fundador. Atualmente, a empresa conta com cerca de 40 mil colaboradores distribuídos por 67 países. A receita total do grupo em 2010 cresceu 20%, chegando a € 9.3 bilhões. No segundo trimestre de 2011, com um total de € 2.6 bilhões da receita, obteve crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2010.

A Merck atua no Brasil desde 1923 e é uma das dez maiores indústrias farmacêuticas do país, de acordo com o IMS Health. Sua sede é no Rio de Janeiro, onde fica também a fábrica de medicamentos. A área Química está localizada na capital paulista e conta com uma planta em Barueri e um depósito em Cotia, na Grande São Paulo. No Brasil, a empresa tem cerca de 1.100 funcionários.

 A Merck trabalha em duas frentes, farmacêutica e química, e busca o equilíbrio nesses negócios. A área farmacêutica é composta pelas divisões Merck Serono – de medicamentos de prescrição, Produtos de Consumo e Genéricos. Já a Química compreende as divisões Merck Millipore, com portfólio completo de soluções para análises em laboratórios de pesquisa ou controle de qualidade em indústrias ou instituições de saúde; e Performance Materials, com pigmentos industriais, ativos e pigmentos cosméticos oferecidos para diversos segmentos, como o de cosméticos, automotivo e de tintas especiais.

A Merck conta com um Programa de Responsabilidade Social Corporativa que tem como princípio o compromisso com os funcionários, com a sociedade e com o meio ambiente. O objetivo é contribuir tanto com a melhoria da qualidade de vida de seus funcionários – através de uma série de iniciativas e programas específicos – como proporcionar a inclusão de pessoas com deficiência e crianças e jovens em risco social. Dessa forma, a Merck colabora a partir do apoio a projetos e ações que valorizam a cultura e a cidadania.

WN & P COMUNICAÇÃO LTDA.
Gabriela Sperati
E-mail: gabriela.sperati@wnp.com.br
Fone: (11) 50952660

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