Câncer de ovário: ultrassom aponta diferença entre cisto, tumor benigno e tumor maligno

 O ovário é um órgão complexo que, durante toda a sua existência,
poderá abrigar diversas doenças, inclusive tumores.

O número de tumores que podem acometer os ovários é muito amplo. Por isso é tão difícil diferenciar um tumor benigno de um maligno.

Os sintomas que costumam levar à investigação diagnóstica do câncer de ovário são a dor pélvica, dor durante a relação sexual, aumento progressivo do volume da barriga, alterações no ritmo alimentar (perda de apetite ou rápido empachamento logo após as refeições), e aumento da frequência urinária. Sempre que esses sintomas persistem por algumas semanas, é hora de buscar ajuda médica. Embora o público-alvo sejam mulheres na menopausa, esses sintomas também podem acometer pacientes jovens.  

Na sua evolução, o câncer de ovário costuma ser uma doença silenciosa – com os sintomas maiores surgindo já em estágio mais avançado e dificultando as chances de tratamento e cura. Por isso, é importante que as mulheres estejam sempre atentas. Felizmente, a incidência desse tipo de câncer não é alta – ao contrário dos cistos, que são muito comuns.

De acordo com o doutor Osmar Saito, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, algumas características percebidas no exame de ultrassom apontam claramente as diferenças entre cisto e tumor. “O cisto ginecológico simples geralmente é formado por líquido de aspecto homogêneo, sem vegetações sólidas nas suas paredes internas. Por outro lado, o tumor é uma massa anormal de tecido, geralmente sólida, mas que poderá conter alguma quantidade de líquido também. Vale ressaltar que nem todos os nódulos com vegetações são malignos”, diz o médico.

Uma doença que assola grande parte das mulheres jovens é a endometriose – que poderá apresentar cistos com septos e conteúdo espesso que muitas vezes são muito sugestivas de tumores de natureza maligna. “Nesse ponto, o uso do ultrassom com Doppler colorido poderá identificar, dentro das vegetações ou septos, vasos arteriais. Outros tumores que atingem as mulheres jovens são os teratomas, cujo componente maior é a gordura, mas poderão ter dentes e, pasmem, até cabelo. Embora benignos, eles poderão sofrer ação gravitacional e torcer o ovário, resultando numa urgência cirúrgica”, afirma o radiologista.

Na opinião de Saito, o surgimento de cistos com formas bizarras (septos, vegetações internas e líquido espesso) em pacientes na menopausa costuma gerar preocupação, na medida em que podem dar metástases (semeadura de células tumorais) precocemente. “Se diagnosticados a tempo e retirados cirurgicamente, esses tumores costumam ter altos índices de cura. Portanto, o grande aliado da saúde da mulher é o exame médico periódico, seguido de perto dos exames laboratoriais e dos exames de imagem, como o ultrassom”.

Dr. Osmar Saito,
médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo
(www.cdb.com.br)

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