Próteses mamárias estão mais seguras

Atualmente, a cirurgia estética está tão avançada tecnologicamente que a mamoplastia,
com foco no aumento dos seios, pode ser efetivamente considerada um procedimento
eficaz e seguro, desde que realizada com profissionais treinados e utilizando próteses de última geração.

Este mérito da segurança não é apenas creditado aos cirurgiões plásticos. Uma parte dele se deve aos profissionais dos laboratórios que se encarregam da produção dos implantes mamários, que conduzem uma infinidade de estudos clínicos, análises detalhadas e provas para obter próteses mais seguras e compatíveis com o organismo humano.

Na opinião do Dr. Alexandre Mendonça Munhoz (CRM-SP 81.555), médico especialista em cirurgia plástica de mama e oncoplástica, Membro Especialista e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e integrante do corpo clínico dos Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e São Luiz, as próteses devem estar devidamente autorizadas e certificadas pelos organismos reguladores materiais de saúde, como o FDA (EUA), e por organismos credenciados e associados ao Ministério da Saúde no Brasil como a ANVISA, para garantir esta segurança, tanto para a paciente como para o médico.

“Os atuais implantes mamários de silicone são mais seguros que os modelos de 10 anos atrás. As próteses de mama evoluíram muito nos últimos anos. Hoje, elas possuem superfície texturizada de última geração, que ajuda a prevenir complicações verificadas com mais freqüência nos modelos mais antigos que eram de superfície lisa ou texturas menos evoluídas”, destaca Dr. Alexandre.

Novas tecnologias

De acordo com o especialista, as atuais gerações de próteses combinam três variáveis tecnológicas distintas: revestimento externo com texturas mais refinadas, camadas intermediária que impedem o vazamento, e a presença de distintos tipos de silicone, quanto à consistência na parte interna: sejam mais macios ou mais coesivos.

Segundo Munhoz, os aspectos tecnológicos relacionados à física destas novas próteses, associado com uma infinidade de opções quanto à projeção e ao tipo de gel, estabelecem uma nova etapa no arsenal de possibilidades cirúrgicas para a mulher candidata à cirurgia de aumento mamário.

O cirurgião plástico relata ainda que a camada Biocell é um tipo especial de revestimento texturizado já usado nas outras gerações, mas que funciona como um “velcro”, porque ajuda a promover maior aderência da prótese nos tecidos internos (glândula, gordura e músculo) e, desta forma, mantém a sua estabilidade e evita seu deslocamento e ou rotação. Com grande experiência em próteses anatômicas (formato gota), a estabilidade e aderência são fundamentais com objetivo de se evitar rotações e manter o resultado a longo prazo. Além disso, apresenta características únicas que tem a propriedade de inibir e/ou retardar a formação de contratura capsular (endurecimento).

“A Biocell é confeccionada pela técnica de impregnação de micropartículas a qual resulta em um ‘imprint’ negativo na superfície externa da prótese (elastômero), que resulta na formação de poros microscópicos com espaçamento e profundidade pré-definidos. Isso permite que os tecidos adjacentes a prótese (glândula, fáscia, musculatura) promovam uma aderência aos pequeníssimos poros, fato este que contribui para diminuir a formação de contratura capsular. Estudos mais atuais com seguimento próximo a 10 anos demonstram incidência de contratura capsular inferior a 5% com esta nova tecnologia. Já nas superfícies texturizadas mais antigas, este índice pode atingir 30-40 %”, salienta o especialista.

Como esta última geração apresenta ainda uma camada intermediária entre o revestimento externo e o silicone propriamente dito, há uma menor incidência de vazamentos. Sobre este aspecto o Dr. Alexandre Munhoz afirma que é “por isso, que as gerações atuais são as mais modernas e seguras que as pré-existentes porque, além da superfície texturizada com tecnologia Biocell, há o Intrashiel – elastômero de silicone de alta performance – que funciona como uma barreira que minimiza o risco de ruptura e vazamento. Para completar, a presença de diferentes tipos de gel de silicone permite ainda a individualização da escolha a depender da anatomia da paciente e das características da glândula mamária. Este conjunto de tecnologias também foi incorporado por outros modelos, como as próteses anatômicas (estilo 410), e permite uma abordagem individualizada para cada tipo de anatomia mamária”, finaliza Dr. Alexandre Munhoz.

Perfil: Alexandre Mendonça Munhoz (CRM-SP 81.555) – Cirurgião Plástico

Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e residência médica em cirurgia geral e plástica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Com Mestrado e Doutorado em Cirurgia Plástica na área de Cirurgia Mamária pela Faculdade de Medicina da USP, Dr. Munhoz é Membro Especialista e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e membro Consultor do corpo de revisores internacionais das revistas americanas Annals of Plastic Surgery e Plastic Reconstructive Surgery. Além disso, o especialista participa do corpo clínico dos Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e São Luiz. O cirurgião também foi Coordenador do Grupo de Reconstrução Mamária do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no período 2000-2009.

Com uma intensa atuação acadêmica, Dr. Alexandre possui 92 trabalhos científicos publicados em jornais e revistas científicas do meio médico, sendo que 56 estudos estão indexados no www.pubmed.com (site da biblioteca médica norte-americana). O especialista já escreveu 26 capítulos de livros, sendo que 8 deles integram livros internacionais. (www.protesedemama.blogspot.com).

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