11 de Abril: Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson

No Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson o Hospital do Coração alerta para o diagnóstico e tratamento dos distúrbios do movimento

Estima-se que existam cerca de 200 mil casos da doença no Brasil, e a maior parte está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, responsáveis por um total estimado de 64 mil casos

Nesta quarta-feira é celebrado o Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson. De acordo com o Ministério da Saúde, de cada 100 mil habitantes no mundo, de 100 a 200 apresentam o Mal de Parkinson e a incidência aumenta conforme a idade do indivíduo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a doença atinge cerca de 4 milhões de pessoas no mundo. O HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, por meio da Unidade do Distúrbio do Movimento realiza o tratamento do mal de Parkinson cirurgicamente. A intervenção é reservada apenas para problemas im unes ao tratamento medicamentoso e visa modular a atividade anormal de determinados núcleos profundos cerebrais relacionados ao controle do movimento. O procedimento se resume em um pequeno corte na pele e a introdução de um eletrodo para estimulação e modulação de circuitos cerebrais.

Segundo o neurocirurgião do HCor, Dr.Guilherme Lepski, todas as técnicas cirúrgicas para correção dos distúrbios do movimento são realizadas no setor de neurocirurgia funcional do HCor. Primeiramente é realizado o diagnóstico para identificar o estágio da doença bem como alguns exames complementares como ressonância magnética do crânio para identificar outros distúrbios relacionados à síndrome Parkinsoniana.

A partir da análise clínica, seleciona-se de acordo com o tipo da doença e a fase de evolução, os pacientes que provavelmente se beneficiarão de um tratamento cirúrgico. O tratamento é multidisciplinar e envolve um neurologista, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e ergoterapeutas. Há casos em que o tratamento mais indicado é o cirúrgico, que é realizado no centro de neurocirurgia funcional, com toda infra-estrutura e tecnologia. Os pacientes contam também, no pós-cirúrgico, com a atuação de toda equipe multidisciplinar do Centro de Reabilitação HCor, para auxiliá-los em sua recuperação”, explica Dr. Lepski.

Lentidão de movimentos, rigidez muscular, tremores, alterações no equilíbrio que acarretam dificuldades para exercer as atividades diárias são os principais sintomas do mal de Parkinson. A doença ocorre quando certos neurônios morrem ou perdem a capacidade de atuar no controle dos movimentos do corpo. Estima-se que existam cerca de 200 mil casos da doença no Brasil, e a maior parte está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, responsáveis por um total estimado de 64 mil casos.

O mal de Parkinson:

O mal de Parkinson, em sua fase mais avançada, leva os pacientes à incapacidade para as funções da vida diária. Eles precisam de acompanhamento frequente, pois apresentam dificuldades de caminhar, equilibrar, engolir, escrever e até falar. O diagnóstico da doença é inteiramente clínico e para fazê-lo, o médico se orienta pelos sinais e pelos sintomas neurológicos que o paciente apresenta.  

Embora a doença não seja hereditária, fatores genéticos influenciam sua ocorrência e manifestação clínica. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável e de caráter progressiva. Não obstante, muitos avanços recentes ajudaram a elucidar as múltiplas causas da perda neuronal responsável pela doença, e em virtude dos avanços médicos atuais, a sobrevida dos pacientes acometidos vêm aumentando consideravelmente. Neste aspecto, o fim último das terapias disponíveis é o de propiciar uma melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Além da terapia medicamentosa e dos benefícios comprovados da cirurgia de estimulação cerebral, pesquisas experimentais em animais envolvendo transplante de células-tronco vêm trazendo novas esperanças no tratamento do mal de Parkinson. Em vista dos avanços científicos recentes, o Comitê Europeu de Pesquisa aprovou recentemente um novo estudo multicêntrico com pacientes parkinsonianos envolvendo transplante de células fetais, explica o Dr. Lepski.

Reação adversa:

Segundo o neurocirurgião do HCor, as causas do distúrbio são multifatoriais e complexas. O distúrbio vem de uma degeneração das células cerebrais provocada por uma deficiência de dopamina, um neurotransmissor químico que tem a função de regular a atividade motora. “Acredita-se que fatores genéticos, ambientais, físicos e até alimentares possam atuar combinada ou individualmente como agentes causadores“, observa o Dr. Lepski.  

Nem sempre sinais como tremor e perda do equilíbrio significam a presença da doença, que atinge principalmente a população acima dos 50 anos de idade. Muitas pessoas acreditam que são portadoras da doença, mas podem estar enganadas. O uso de alguns medicamentos, especialmente por idosos, também causa esse tipo de reação adversa. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 25% dos pacientes que apresentam os sinais de Parkinson não têm a doença. Esse é mais um motivo para que a população acima de 50 anos – grupo mais atingido pelo mal de Parkinson – não use remédios sem orientação médica.

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Rafael Ernandi
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