Cientistas propõem uma revolução na fertilização in vitro

Pesquisadores da universidade de Edinburgh, no Reino Unido, estão trabalhando em conjunto com um time de cientistas norte-americanos da Harvard Medical School para serem os primeiros do mundo a produzir óvulos maduros a partir de células-tronco isoladas de tecido ovariano humano.

O objetivo é conseguir respaldo governamental para fazer uma série de testes e gerar um suprimento ilimitado de óvulos humanos – capazes de revolucionar a fertilização in vitro, ajudar mulheres inférteis a terem seus próprios filhos e fazer com que o período fértil feminino seja tão extenso quanto o masculino.

Outra possibilidade acalentada pelos cientistas é rejuvenescer os ovários de mulheres mais velhas, evitando que sofram todos os transtornos da menopausa e doenças associadas ao envelhecimento, como osteoporose e cardiopatias. De acordo com o professor Jonathan Tilly, de Harvard, esses achados podem ser comparados à fonte da juventude feminina. “Nos últimos 50 anos, toda a base científica e clínica acreditava que os ovários eram entidades fixas, com um número limitado de óvulos, que não podiam ser renovados, revigorados ou reimplantados”. No mês passado, Dr. Tilly publicou um estudo mostrando que as células-tronco existentes no ovário humano podem ser estimuladas em laboratório, resultando em células de óvulos imaturos.

De acordo com Edson Borges, especialista em Reprodução Humana e diretor científico do Fertility – Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo, é preciso aceitar com otimismo as novas descobertas. Porém, é tarefa da Bioética promover uma reflexão sobre os limites que devem ser impostos à evolução da ciência. “Hoje, no Brasil, somos regidos pela Resolução 1.957/2010, que considera a infertilidade como um problema de saúde em sentido amplo, mas proíbe a fecundação de oócitos humanos com objetivo de investigação científica, por exemplo. Certamente, a ciência terá de avançar bastante e se provar benéfica para a sociedade, a ponto de não oferecer qualquer risco à mãe e ao bebê, além de conciliar questões que resvalam na ética, na justiça e na religiosidade”.

Na opinião do especialista, esse tipo de avanço resolveria um grande problema presente em mais de 10% das mulheres que procuram clínicas de fertilização no Brasil: a procura de óvulos para os tratamentos de ‘ovodoação’. “Diferentemente de outros países, em que o pagamento por óvulos doados é permitido, no Brasil essa prática é ilegal, limitando muito a disponibilidade de óvulos doados.”  

http://www.independent.co.uk/life-style/health-and-families/health-news/scientists-rewrite-rules-of-human-reproduction-7624708.html

Dr. Edson Borges, especialista em Reprodução Humana, diretor-científico do Fertility – Centro de Fertilização Assistida (SP) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).

www.fertility.com.br  

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