Dia Mundial da luta contra as Hepatites Virais

Dia mundial de luta contra as hepatites virais coloca em destaque
a importância da prevenção

Dos seis tipos conhecidos da doença, apenas os tipos A e B podem ser evitados por vacinas.

19 de maio, é o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais – infecções provocadas por um grupo de vírus comprometem o desempenho do fígado em diferentes graus. Até hoje se conhecem seis tipos de hepatites, denominadas pelas letras A, B, C, D, E e G. Dessas, apenas duas podem ser prevenidas por vacina: A e B.

A hepatite B é uma das mais perigosas hepatites virais. Com transmissão por meio de fluídos e secreções corporais, é causada por um vírus extremamente resistente, de 50 a 100 vezes mais contagioso do que o da AIDS. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2 bilhões de pessoas já tenham sido infectadas pelo vírus da hepatite B. Deste total, 350 milhões tornaram-se portadores crônicos da doença – em torno de 5% da população mundial. Dos portadores crônicos adultos, 20% poderão desenvolver cirrose e 5% poderão evoluir para o câncer. Por ano, cerca de 600 mil pessoas morrem em consequência das formas agudas ou crônicas.

 Já a hepatite A é transmitida por meio da ingestão de alimento e água contaminados ou de uma pessoa para outra. Seu impacto sobre o corpo depende de vários fatores, como a idade com que o indivíduo contrai a doença. Cerca de 70% das crianças com menos de 5 anos desenvolvem a hepatite sem apresentar sintomas. Acima desta idade, 70% dos infectados têm icterícia, vômitos, náuseas, mal-estar, falta de apetite e febre. Até cerca de 10 % dos casos demandam internações por conta de complicações como mal-estar e desidratação. A doença pode ainda causar a morte por falência do fígado. É a hepatite fulminante que leva à morte 2% de adultos acima de 40 anos.

VACINAS

A médica Edna Strauss, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Hepatologia, defende a vacinação como meio de prevenção tanto da hepatite A como B.

Por ser de transmissão sexual, a hepatite B predomina no adolescente e no adulto jovem. Com a tendência desta geração de “ficar” com vários parceiros”, o ideal é que essas pessoas se vacinem”, aconselha. “A hepatite A também não deve ser menosprezada. É melhor tomar a vacina do que ter a doença”, diz a médica. Edna Strauss explica que, além da hepatite fulminante, o tipo A pode causar uma hepatite arrastada (com duração de até 12 meses) e hepatite colestática (que provoca coloração amarelada na pele e olhos, além de muita coceira e fezes brancas).

A Sanofi Pasteur, divisão de vacinas da Sanofi, distribui duas vacinas contra hepatite A e B, ambas produzidas com vírus inativados (mortos) e com apresentações pediátricas e para adultos. A vacina contra hepatite A demanda duas doses e a vacina contra hepatite B três doses. “É fundamental tomar as doses recomendadas para que as vacinas confiram a proteção necessária contra essas doenças“, afirma a gerente médica da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani.

LU FERNANDES EDIT. & ESCRIT. DE COMUNICAÇÃO LTDA
Nora Ferreira
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