31 de maio – Dia Mundial Sem Tabaco

Tudo que você precisa saber para parar de fumar

No próximo dia 31 é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, uma data para lembrar a importância de parar de fumar. Por este motivo, o doutor José Jardim, pneumologista e Professor Livre Docente da Faculdade de Medicina da Unifesp, revela as principais verdades sobre o mau hábito do cigarro, que acomete cerca de 25 milhões de brasileiros. Segundo dados do Ministério da Saúde, 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência do hábito de fumar.

Dr. José Jardim: Não, qualquer quantidade de tabaco no organismo é prejudicial à saúde. Diferentemente do álcool, que existe dose segura. O cigarro é sempre maléfico. O cigarro possui 4.720 substâncias conhecidas, deste total, entre 50 e 60 delas são cancerígenas. Sabe-se que existem 53 doenças relacionadas ao ato de fumar.

O tabagismo é a maior causa dos problemas respiratórios. Em 95% dos casos, os danos no tecido pulmonar causados pelo cigarro são irreversíveis. Algumas destas doenças são diretamente causadas pela substância presente no tabaco como a DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, câncer de pulmão e de laringe. Outras, como tuberculose, infecções pulmonares, aneurisma da aorta e fibrose pulmonar são mais frequente nas pessoas fumantes devido à baixa imunidade que o cigarro causa.

Além destas patologias, a inalação da fumaça do cigarro aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de útero e, as chances de abortos espontâneos e de nascimento de crianças com baixo peso.

O que é DPOC? Qual a relação com o tabaco?

Dr. José Jardim: A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) engloba a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. É uma doença de evolução progressiva que se desenvolve após a exposição prolongada dos brônquios (estrutura que leva o ar para dentro dos pulmões) às substâncias tóxicas contidas na fumaça inalada do cigarro. A DPOC é causada pelo tabaco em 80% dos pacientes. Grande parte dos 20% restantes é causada por fumaça de lenha.  

Existe tratamento para DPOC?

Dr. José Jardim: Sim. Hoje no mercado existem medicamentos broncodilatadores de diferentes classes. Nos casos mais graves podem ser associados aos medicamentos anti-inflamatórios. Atualmente, sabemos também utilizar o tratamento não medicamentoso, que inclui o uso de oxigena-terapia suplementar, orientação nutricional, educação psicossocial e exercícios. Para os pacientes que apresentam processo infeccioso, pode-se prescrever antibiótico a base de moxifloxacino, que já foi testado em pacientes com DPOC e secreção contínua por cinco dias a cada dois meses de modo contínuo, por um ano, e constatou-se que houve uma diminuição de 45% nas exacerbações. Com o tratamento, 70% dos pacientes tiveram rápida recuperação e melhora dos sintomas já no terceiro dia do tratamento. Outro benefício foi o aumento do intervalo entre as crises, principalmente nos pacientes mais graves e com mais idade.  

Os cigarros lights ou com sabores fazem menos mal?

Dr. José Jardim: Hoje já se sabe que as pessoas ao fumarem cigarros com menor teor de nicotina acabam fumando uma maior quantidade de cigarros ou tragam mais profundamente a fumaça, causando a mesma consequência de um cigarro normal.

Os cigarros com sabores de açúcar, mel, cereja, baunilha e chocolate, entre outros sabores, visam mascarar o mau gosto do tabaco, deixando o fumante dependente da nicotina.  

Quais efeitos o hábito de fumar pode causar no dia-dia do fumante?

Dr. José Jardim: Além dos inconvenientes sociais como mau cheiro, dentes amarelos, unhas escuras e manchas na pele, o cigarro também pode prejudicar a capacidade pulmonar de esportistas, porque o monóxido de carbono se liga à hemoglobina diminuindo a oxigenação do sangue.  

Com a proibição de fumar no trabalho, o fumante se vê obrigado a ir fumar em local externo, assim diminuindo sua produtividade. Quando os níveis de nicotina no cérebro diminuem, o fumante tem sua capacidade de raciocínio e atenção reduzida.  

Sobre AVALOX® / moxifloxacino:  

O AVALOX® cuja principio ativo é o moxifloxacino, e produzido pelo laboratório da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, é indicado para pacientes com infecções respiratórias graves. Com o tratamento, 70% dos pacientes tiveram rápida recuperação e melhora dos sintomas em até três dias. Esse índice aumentou para 93% em até cinco dias. Outro benefício foi o aumento do intervalo entre as crises, principalmente nos pacientes mais graves e com mais idade.  

BURSON MARSTELLER S/C LTDA

Renata Mesquita
E-mail: Renata.Mesquita@bm.com
Fone: (11) 30402406

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