Linfoma Folicular, Hodgkin e Não-Hodgkin

Linfoma folicular ainda é subtratado no Brasil   

No SUS, pacientes com um dos tipos de linfoma mais comuns não tem acesso às novas terapias Milhares de pacientes usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com linfoma não-Hodgkin do tipo folicular, continuam sem acesso a novos procedimentos e terapias que podem garantir o sucesso do tratamento, como é o caso dos anticorpos monoclonais. “Atualmente, a terapia que mais aumenta a qualidade na sobrevida destes pacientes é a quimioterapia associada ao uso de anticorpos monoclonais, este último ainda não disponível da rede SUS para todos os tipos de linfoma, como o caso do folicular”, informa o diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Carlos Chiattone.

O folicular é considerado um dos subtipos mais comuns dentre os linfomas não-Hodgkin, o que representa aproximados 20% de todos os casos. O linfoma folicular tem longa evolução, poucos sintomas e é, em geral, incurável. O objetivo do tratamento é prolongar o tempo e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, o máximo possível. Essa sobrevida pode chegar a 20 anos em alguns casos. “É falta de ética médica não oferecer acesso a tratamentos mais modernos para os pacientes, sob a alegação de alto custo”, afirma Chiattone, que também é professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Segundo o hematologista, trata-se de um erro de avaliação por parte do Ministério da Saúde de não incluir o folicular, uma vez que há indicação formal para se adotar esta terapia ainda não praticada no SUS estudos mundiais que comprovam a eficácia da droga. “A demora no tratamento ou o tratamento incorreto provoca um grande número de mortes. Enquanto para outros tipos de câncer há vários esforços para a obtenção do diagnóstico precoce, para o Linfoma não há nenhuma ação neste sentido por parte das autoridades governamentais”.

Outro ponto importante, é que de acordo com o hematologista, mais de 70% da população ainda desconhece o termo “linfoma”. Chiattone ressalta ainda que a classe médica deve estar atenta na hora do diagnóstico. “Em caso de suspeita, quem é consultado normalmente não é o hematologista ou o oncologista, mas sim, o clínico geral, o geriatra, o pneumologista e o gastroenterologista, entre outros. Por isso, é necessário o médico considerar no aumento de um gânglio linfático, a possibilidade de ser ou evoluir para um linfoma”, relata.

Fora o crescimento de gânglios, especialmente na região das axilas e pescoço, outros sintomas são febre, suor noturno, perda de peso e coceira de pele também merecem atenção.

Tipos de Linfoma

Em geral, o linfoma pode ser classificado em duas categorias, Hodgkin e Não-Hodgkin.

Linfoma de Hodgkin: ocorre em 10% a 20% dos doentes, normalmente crianças, sendo mais comum no sexo masculino (numa proporção de aproximadamente três para dois). O índice de cura da doença é de, em média, 75%, em pacientes com o tratamento inicial. Pode surgir em qualquer parte do corpo e o sintoma inicial mais comum é um aumento indolor dos linfonodos (ou ínguas).

Linfomas não-Hodgkin: correspondem cerca de 60% do problema na infância (entre cinco e 15 anos), com maior incidência entre os rapazes. São curados em menos de 25% dos casos, que são cinco vezes mais frequentes do que os da doença de Hodgkin. Pode apresentar manifestações no estômago, pele, cavidade oral, intestino delgado e sistema nervoso central (SNC).

Sobre o Hemo 2012

O Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (Hemo 2012), acontece dias 8 a 11 de novembro, no RioCentro (Rio de Janeiro), sob a organização da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).
O encontro reúne mais de cinco mil especialistas do Brasil e do mundo e traz à discussão temas referentes às doenças do sangue (malignas e benignas); segurança transfusional (obrigatoriedade do Teste NAT); qualidade nos serviços de hemoterapia; entre outros assuntos referentes a avanços e desafios terapêuticos.
Acesse a programação – www.hemo2012.org.br

RS Press

SÔNIA REGINA MARTINS DE SOUZA – EPP
Nicolli Oliveira
E-mail: nicolli_oliveira@rspress.com.br
Fone: (11) 38682505

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