Dia Mundial da Diabetes: como melhorar a qualidade de vida

Dia Mundial do Diabetes: Diagnóstico precoce permite controle da doença
e melhoria da qualidade de vida

O Dia Mundial do Diabetes é celebrado em 14 de novembro. Em todo o mundo, segundo dados da Federação Internacional de Diabetes, mais de 300 milhões de pessoas têm a doença e um alto percentual vive em países em desenvolvimento. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 5,8% da população a partir dos 18 anos têm diabetes tipo 2, o que equivale a 7,6 milhões de pessoas. E aparecem 500 novos casos por dia. O diabetes tipo 1 e 2 juntos, atingem 10 milhões de pessoas.

Segundo o endocrinologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Adriano Namo Cury, o diagnóstico precoce tem papel fundamental na preservação do pâncreas (produtor de insulina), permitindo melhorar o controle glicêmico e prevenir a maior variabilidade da glicose no dia a dia. Desta maneira, pode-se evitar ou mesmo retardar o aparecimento das complicações típicas do diabetes: agressão à retina (retinopatia diabética), rins (nefropatia diabética), sistema nervoso periférico (neuropatia diabética) ou mesmo agressão e aterosclerose dos grandes vasos do cérebro e coração (doença coronariana).

O diagnóstico precoce certamente melhora a qualidade de vida; permite a educação em diabetes parao bom convívio com a doença, sem estigmas; e previne as complicações crônicas com o bom controle glicêmico”, diz o especialista.

Classicamente, o diagnóstico de diabetes clínica, é feito com o exame de glicemia de jejum. Recentemente, o uso da hemoglobina glicada – até então utilizada para monitorar o tratamento dos pacientes diabéticos – foi autorizada também para o diagnóstico.

 Cury afirma que o Diabetes caracteriza-se pelo longo período assintomático. “Mas quando ocorrem sinais e sintomas como perda de peso atípica e sem motivo aparente, sede excessiva, aumento do número e quantidade da necessidade de urinar, acordar a noite para urinar (várias vezes), cãibras, alteração da qualidade de visão, fraqueza e indisposição deve-se suspeitar da doença e procurar um médico”, destaca.

Tipos

Existem dois tipos de Diabetes: 1 e 2, que apresentam origens diferentes.

O Diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, quando o organismo (por motivos genéticos e ambientais) produz anticorpos contra as células produtoras de insulina do pâncreas, resultando em rápido declínio da produção de insulina e a chamada falência pancreática.

Segundo o endocrinologista, no diabetes tipo 1 é necessário o uso imediato de insulina para controle da glicemia. O diabetes tipo 1 acomete crianças, adolescentes e adultos jovens. “Este diabetes autoimune que pode acometer adultos jovens também é chamado autoimune latente do adulto (LADA), que pode ser confundido com o diabetes tipo 2. Isso porque o pâncreas permanece com certa reserva de insulina e as medicações funcionam por certo tempo”, explica.

Já o Diabetes tipo 2 acomete adultos, especialmente com mais de 40 anos. Tem grande influência da genética (histórico familiar) e a obesidade como grande fator de risco de desenvolvimento. Este tipo ocorre por dificuldade de ação da insulina. “O diabetes tipo 2 costuma ocorrer de maneira insidiosa, com grande fase de pré-diabetes. Após o diagnóstico, há uma grande fase de estabilidade com medicações e a falência do pâncreas é mais lenta e gradual”, afirma o especialista.

Prevenção

O Diabetes tipo 2 pode ser evitado. Estudos demonstram que se o paciente obeso com pré-diabetes perder peso, pode-se evitar a doença. Isso porque, ao perder peso, é possível melhorar a resistência insulínica e facilitar o funcionamento do pâncreas. Também nestes pacientes obesos e com menos de 60 anos, outra maneira de prevenir o Diabetes tipo 2 é o uso da metformina, medicamento que trata a resistência insulínica.

Sobre o Hospital Samaritano de São Paulo

Com 118 anos de atividades, o Samaritano é um dos principais centros de excelência em saúde do país. É um Hospital especializado em Cardiologia, Gastroenterologia, Neurologia, Ortopedia, Oncologia, Pediatria e Urologia. Além disso, conta com um completo e moderno Serviço de Medicina Diagnóstica e Terapêutica e área de Emergência.
O Complexo Hospitalar é composto por 19 andares com leitos de internação e de UTI – Unidade de Terapia Intensiva, moderna Medicina Diagnóstica, novos espaços de Gastronomia e Nutrição, Centro Cirúrgico para alta complexidade, além de outras facilidades.

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1 comentário Quero comentar!

  • Lutei contra a obesidade, de fato esse é um quadro que aumenta e muito os riscos, há vários motivos para termos uma vida mais saudável e sem duvida o que vocês descreveram nesse artigo é muito importante. Muito obrigado.

    Comentário por: Carlos Silva — 3 de novembro de 2017 @ 11:31

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