Halitose: Mitos e Verdades

 Mau hálito gera alterações de comportamento mais difíceis de tratar do que o próprio distúrbio

halitose01Ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose, o cirurgião-dentista Maurício Duarte da Conceição ensina como livrar o paciente da insegurança, baixa autoestima e isolamento social em livro a ser lançado no CIOSP 2013 – I Congresso Interdisciplinar da APCD,  que será realizado de 31 de janeiro a 3 de fevereiro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Colocar a mão na boca ao falar, evitar fazer apresentações profissionais, não beijar o parceiro (a), chupar balas e mascar chicletes o tempo inteiro estão entre as alterações de comportamento mais comuns em pessoas com halitose, o chamado mau hálito. “Hoje, 98% dos pacientes que chegam ao meu consultório apresentam essas e outras condutas que podem ser revertidas com técnicas da Psicologia Comportamental, que consomem boa parte do tratamento”, afirma o cirurgião-dentista Maurício Duarte da Conceição, pós-graduado em Halitose pela Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic.

Insegurança, baixo autoestima e isolamento social são traços presentes inclusive em pessoas que não têm mau hálito, mas que apresentam uma forte convicção de ter o distúrbio, porque, entre outras causas, sentem gosto ruim na boca, têm um irmão ou parente próximo com halitose ou ficaram traumatizados porque foram chamados de “bafo de onça” na infância ou adolescência. Elas representam 35% dos pacientes que buscam o consultório de Maurício Duarte da Conceição, ex-presidente e um dos fundadores da Associação Brasileira de Halitose que, em 2013, vai comemorar 15 anos de existência. Para detalhar o diagnóstico e o tratamento da halitose, ele vai lançar o livro “Bom Hálito e Segurança! Metas Essenciais no Tratamento da Halitose”, durante o CIOSP 2013 – I Congresso Interdisciplinar da APCD, promovido pela Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, que será realizado de 31 de janeiro a 3 de fevereiro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

halitose02Em 1º de fevereiro, ele vai falar sobre “Halitose na prática clínica: como abordar e tratar”, junto com a especialista Marignes Theotonio dos Santos Dutra. Mau hálito: de onde vem? Em graus diferentes, a halitose atinge cerca de um terço da população brasileira. Ela não é considerada uma doença, mas um distúrbio que sinaliza a existência de um problema de saúde. Mais de 90% dos casos têm origem bucal, principalmente na placa bacteriana (ou biofilme) localizada no fundo da língua e nas doenças de gengiva (gengivite e periodontite). Entre as causas extrabucais estão os problemas nas amídalas, a hipoglicemia (causada por longo período de jejum ou baixo consumo de carboidrato), a ingestão de alimentos odoríferos (alho, cebola, queijos fortes amarelos e carnes gordurosas como o salame e a linguiça), além do diabetes e doenças hepáticas, renais e do aparelho digestivo e respiratório.

Em sua obra, Maurício Duarte da Conceição relaciona 89 causas da halitose – contra as pouco mais de 50 registradas no último livro publicado no Brasil sobre o tema, de autoria da professora Olinda Tarzia, da USP de Bauru. O número foi ampliado porque o especialista revisou mais de mil artigos científicos e livros desde 1874, ano da publicação da primeira obra sobre o distúrbio pelo norte-americano J. W. Howe.

Doenças raras compõem a maioria das novas origens relatadas no livro. A elas, o autor somou quatro outras causas, das quais duas ocorrem porque dificultam a limpeza da língua: a ânsia excessiva e o espaço reduzido entre a língua e o céu da boca. As outras duas são a descamação excessiva de células da mucosa bucal e o ronco (que leva ao ressecamento bucal).

halitose03O diagnóstico deve incluir as alterações comportamentais “Quando chegam a meu consultório, muitos pacientes já fizeram de tudo: trocaram todas as restaurações, operaram o estômago ou retiraram as amídalas e tomaram vários remédios. Tudo sem solução!”, desabafa Maurício Duarte da Conceição.

O primeiro passo, observa o especialista, é avaliar as alterações comportamentais que o paciente desenvolveu e se o paciente sofre mesmo de mau hálito, o que nem sempre é facilmente perceptível, com exceção dos casos mais graves. Hoje existem máquinas que auxiliam nesta tarefa. “Não recomendo os minimedidores portáteis de hálito, porque não são confiáveis como os aparelhos utilizados em consultórios”, adverte.

Em seu livro, Maurício Duarte da Conceição mostra ao profissional como checar o hálito dos pacientes com o teste organoléptico, que possibilita confirmar a existência do distúrbio e diagnosticar se a origem é bucal ou não. Como na maioria dos casos a halitose se origina no biofilme na língua (ou saburra lingual), ele ensina uma detalhada técnica de higiene, adequada inclusive para quem tem ânsia ou desconforto, que utiliza produtos desenvolvidos especificamente para esta finalidade.

Conheça agora os mitos e verdades da halitose:

O mau hálito é proveniente do estômago.

A má higiene leva ao mau hálito.

O enxaguatório bucal é bom para combater a halitose.

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LU FERNANDES EDIT. & ESCRIT. DE COMUNICAÇÃO LTDA

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