Sintomas da Menopausa

Sem se preocupar antecipadamente com a menopausa, mulheres são surpreendidas pelos sintomas

menopausa01Pesquisa “Femme Survey” aponta que 67% das brasileiras deveriam ter discutido os sintomas da menopausa com seus médicos; 25% delas consideram essa fase pior que o esperado. No México, índice atinge 32%.

A ausência de preocupação com a menopausa no futuro surpreende negativamente as mulheres em relação a essa fase, fazendo com que se arrependam de não terem discutido o tema com antecedência. Constatações como essa fazem parte de uma pesquisa encomendada pela Pfizer para entender como mulheres entre 40 e 65 anos lidam com a menopausa, quais são os níveis de conscientização e entendimento sobre esta fase; atitudes de médicos e suas pacientes em relação ao tema; além de apontar o real impacto dos sintomas – entre eles os famosos calores (fogachos) – entre a população feminina desta faixa etária. A pesquisa, intitulada Femme Survey, foi conduzida pelo Instituto Harris Interactive junto a 906 mulheres e 405 médicos no Brasil e México, entre clínicos gerais e ginecologistas/obstetras.

Até o momento que não são acometidas pelos sintomas, as mulheres – moradoras de áreas metropolitanas do Brasil e do México -, submetidas à pesquisa, concordam que a menopausa é uma fase natural e que não deve ser temida. Os médicos de ambos os países também compartilham da mesma opinião. Entre as brasileiras e mexicanas que responderam às questões, cerca de 90% encaram a fase como um ciclo natural. Entretanto, esse período só está sob controle para 55% das mulheres brasileiras, enquanto no México este índice vai para 70%. Já entre os médicos, cerca de metade concorda que as pacientes conseguem controlar os sintomas: 52% dos ginecologistas/obstetras brasileiros e 54% dos mexicanos.

É justamente quando os sintomas aparecem, que a experiência nessa fase pode se tornar desagradável para as mulheres. Para as que já entraram na menopausa, 25% admitem que a experiência é pior do que esperavam; no México, esse índice é ainda maior: 32%. Em sua maioria, apontam que mais de um sintoma as fez procurar tratamento médico: 89%, no Brasil, e 78% no México. O papel do médico torna-se fundamental nesse período, pois quando questionadas as pacientes brasileiras (67%) admitiram que se sentiriam mais confortáveis se tivessem discutido o assunto com seus médicos antes de apresentarem os sintomas. Esse número é ainda mais significante no México: 73% das mulheres.

Menopausa: falta de informação

O conhecimento sobre o tema auxilia mulheres a identificarem os sintomas mais facilmente e administrarem de forma tranquila essa fase. Entretanto, a pesquisa Femme Survey apontou que a falta de preocupação com o período – menos de 5% das mulheres brasileiras e mexicanas se preocupam com o tema (com ou sem sintomas da menopausa) -, é resultado da falta de informação. Apenas 45% das mulheres brasileiras – com sintomas ou sem sintomas da menopausa – estavam bem informadas sobre o assunto. Esse número diminui sensivelmente quando se abordam as mexicanas, apenas 28% (com sintomas) e 17% (sem sintomas) dominam o tema.

Os médicos – cerca de 55% dos ginecologistas/obstetras brasileiros e 59% dos especialistas mexicanos -, apontam esta falta de conhecimento de suas pacientes. E, quando o assunto é abordado no consultório, normalmente, são as mulheres que iniciam a conversa sobre a menopausa com seus médicos. Os números se assemelham tanto no Brasil quanto no México, respectivamente, 70% e 64%. Apenas 25% dos médicos brasileiros e 23% dos mexicanos dão o pontapé inicial para que essa conversa seja tema de suas consultas. De acordo com a pesquisa, entre os médicos que tomam a iniciativa de conversar sobre menopausa, isso acontece somente depois de suspeitarem que as pacientes estejam apresentando sintomas:

Base: médicos que iniciam a conversa sobre menopausa

% de médicos que iniciam a conversa sobre menopausa ao suspeitar que pacientes apresentam sintomas   

Em relação à fonte de informação das mulheres para aprender sobre a menopausa e seus sintomas, a internet é a ferramenta mais comum nos dois países.

Base: mulheres apontam principais fontes de informação sobre o tema  

  Brasil (mulheres)  México (mulheres)
% das que utilizaram internet  64%  68%
% das que utilizaram livros e panfletos  37%  44%
% das que utilizaram rádios, anúncios em revistas  20%   24%

Ao contrário das pacientes, entre os médicos, a internet é fonte de informação menos utilizada e menos influente. Cerca de 27% dos especialistas brasileiros (ginecologistas/obstetras) consideram a internet como fonte de informação sobre o tema, já no México esse número cai para 20%. Em relação à influência da mídia, o índice é ainda menos representativo: 4% no Brasil e no México.

Impacto da Menopausa no cotidiano

Na percepção de mulheres e médicos, entre os sintomas da menopausa, o fogacho é o mais incômodo deles.

Base: mulheres que apresentam fogachos  

Base: mulheres que apresentam fogachos   Brasil (mulheres)  México (mulheres)
% que apontam fogachos como extremamente/ muito incômodos  44%  42%
% que apresentam fogachos 6 ou mais vezes ao dia  34%  33%
 % que descrevem os fogachos como “moderados” ou “severos”   78%  75%
% que apontam os fogachos como um dos principais motivos para procurar tratamento  58%  47%

Base: médicos  

  Brasil (ginecologistas/ obstetras)  México (clínicos gerais)  México (ginecologistas/ obstetras)
% que consideram fogacho o principal incômodo das pacientes  83%  69%  81%
% que consideram fogacho 1 entre os 3 principais motivos que fazem pacientes procurar tratamento 87% 61%  77%

Que a menopausa impacta a vida em diferentes aspectos, todos concordam. Porém, as mulheres têm uma percepção minimizada deste impacto em relação aos médicos.

Base: mulheres e médicos;

Especificamente entre as mulheres que apresentaram sintomas, esta percepção é mantida.

% concordo fortemente / concordo parcialmente Brasil (mulheres)  México (mulheres) Brasil (ginecologistas/ obstetras) México(clínicos gerais)  México (ginecologistas/ obstetras)
A menopausa muda a forma como a mulher se sente 46% 50%   78%   83%   73%
A menopausa faz a mulher se sentir menos feminina   22%  17%  50%  48%  47%
 A menopausa faz a mulher se sentir velha    36%  31%  64%  72%  68%

Base: mulheres que apresentaram sintomas da menopausa / médicos;

% concordo fortemente / concordo parcialmente Brasil (mulheres)  México (mulheres) Brasil (ginecologistas/ obstetras)  México (clínicos gerais)  México (ginecologistas/ obstetras)
Humor em geral  21%   29% 49%  70%  70%
Vida sexual   22%  25%  70%  79%   86%
Qualidade de vida em geral  18%   12%   53%  55%  68%

Saber que existe tratamento para os sintomas da menopausa serve de consolo para a maioria das mulheres no Brasil e no México. Elas, inclusive, se mostram receptivas a fazer uso de medicamentos. No Brasil 81% das mulheres se sentem consoladas em saber que existem tratamentos disponíveis para menopausa e 67% considerariam utilizar medicamento que ajuda a tratar e prevenir sintomas da menopausa. No México, o número é muito próximo: 78% (consoladas ao saber da existência do tratamento) e 77% (mulheres que consideram usar medicamento para a menopausa).

Sobre menopausa e fogachos

Imagine um calor arrebatador que começa na região do tórax e sobe até a cabeça (ou vice-versa), causa rubor, transpiração e acelera o batimento cardíaco. Assim as mulheres descrevem os fogachos, causados principalmente pela diminuição do hormônio feminino estrogênio durante a menopausa. “Há ainda uma sensação de opressão e angústia bastante desagradáveis”, explica Rogério Bonassi, professor de ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí. “Não à toa, a tradução de fogachos em espanhol é sofocación”, conta.

O incômodo pode durar de alguns segundos até 30 minutos e, da mesma maneira que surge, simplesmente desaparece. As “visitas inesperadas” podem acontecer até 15 vezes por dia – inclusive à noite, atrapalhando consideravelmente a qualidade do sono da mulher – e estenderem-se de seis meses a cinco anos, em média. “Os números de prevalência de fogachos no Brasil são bastante similares aos que temos em outros países, como Estados Unidos”, explica Bonassi. “Eles são comuns e atingem de 85% a 90% das mulheres na menopausa”, aponta.

Mas para o incômodo passageiro não virar um verdadeiro transtorno, que faz despencar a qualidade de vida das mulheres, é preciso procurar um médico. O ginecologista pode ajudar a controlar e a amenizar os sintomas com diferentes atividades ou tratamentos. Exercícios físicos ajudam a equilibrar a produção de hormônios – o que contribui também para amenizar os fogachos –, além de diminuir a ansiedade. “A ioga é uma modalidade que costumamos indicar, por ser bastante relaxante”, conta Bonassi.

Geralmente, mudanças no estilo de vida são suficientes para muitas mulheres: abandonar o tabagismo, aderir à atividade física, adotar uma alimentação saudável e uma rotina equilibrada. Porém, quando tais recursos não são suficientes, o médico pode avaliar o tratamento mais adequado para cada paciente. A terapia de reposição hormonal com estrogênio tem sido utilizada durante muitos anos, pois age diretamente no foco do problema. Ele pode ser natural (extraído de substâncias animais) ou sintético (produzido em laboratórios, a partir de substâncias químicas que “imitam” os hormônios naturais). Entre os hormônios disponíveis no mercado brasileiro, existem o Premarin (estrogênios conjugados naturais, na apresentação creme vaginal ou drágeas, indicado para mulheres histerectomizadas) e o Totelle (hormônios sintéticos estradiol e trimegestona, na apresentação drágeas, indicado para mulheres com útero), ambos da Pfizer.

Sobre o estrogênio

Esse hormônio tem influência em praticamente todas as características típicas da mulher: crescimento das mamas, alargamento dos quadris, desenvolvimento da vagina e do útero, entre outras. Por isso, ele é conhecido como o hormônio feminino. A produção do estrogênio começa na adolescência, quando essas mudanças afloram, transformando a menina em mulher.

Ao se aproximar da menopausa, as taxas desse hormônio começam a diminuir. Com essa queda, vêm efeitos como menor brilho na pele e mudança em sua textura, secura vaginal e aumento no acúmulo de gordura corporal (especialmente na região abdominal). Além disso, o estrogênio também contribui para a função equilibrada do hipotálamo – região cerebral que ajuda a controlar a temperatura corporal. Com o desequilíbrio é que começam os fogachos.

FOGACHOS

O que são 

Ondas de calor acompanhadas de angústia e rubor, que acometem mulheres na menopausa.

Por que acontecem

A diminuição do hormônio estrogênio durante a menopausa pode desequilibrar o funcionamento do hipotálamo. Essa área do cérebro é uma das responsáveis por regular a temperatura do corpo. Como controlá-los 

Adoção de um estilo de vida saudável, que inclui atividade física e alimentação equilibrada. Nos casos mais severos, tratamentos com reposição hormonal ou antidepressivos podem ser adotados.

Para comentar os dados da pesquisa, abordar os sintomas da menopausa e atualidades no tratamento, Rogério Bonassi, ginecologista e professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP)

PFIZER

Há mais de 150 anos no mundo e 60 anos no Brasil, a Pfizer tem como propósito inovar para proporcionar aos pacientes tratamentos que melhorem significativamente suas vidas. Esta preocupação é traduzida pelo amplo pipeline e portfólio da companhia, que abrange diferentes áreas como câncer, dor, saúde da mulher, prevenção de enfermidades em crianças e adultos, infecções, doenças autoimunes, depressão, multivitamínicos, entre outras. Isso significa investir cerca de US$ 7 bilhões por ano no desenvolvimento de novos medicamentos e trabalhar com mais de 250 parceiros, entre universidades e centros de tecnologia, buscando a inovação e também a ampliação do alcance da população aos seus tratamentos. A cada dia, a Pfizer mantém sua missão e seus valores, trabalhando para fazer a diferença na vida das pessoas e contribuindo com a comunidade por meio de suas iniciativas sociais.

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