Reconstrução mamária logo após a mastectomia

Em casos como o da atriz Angelina Jolie, cirurgião plástico defende a reconstrução mamária
logo após a mastectomia para evitar sequelas psicológicas

mastopexia01A retirada das mamas tem um efeito emocional bastante forte sobre as mulheres, que podem entrar em depressão e não encarar o tratamento de maneira positiva por se sentirem mutiladas. Após a reconstrução, elas ficam mais confiantes e têm a auto-estima elevada

A atriz Angelina Jolie acaba de divulgar que realizou uma cirurgia preventiva contra o câncer na qual removeu ambas as mamas, na chamada mastectomia. A notícia, repercutida em todo o mundo, mostra uma tendência que está sendo seguida por muitas equipes médicas, a de remover as mamas quando há a comprovação genética da alta possibilidade de o câncer se desenvolver.

O surgimento do câncer de mama ou a probabilidade de seu surgimento, além da preocupação com a seriedade da doença, traz o sentimento natural da perda e a baixa auto-estima, independentemente da idade da paciente. E a constatação de que será necessário fazer uma mastectomia – a amputação ou retirada da mama – causa um trauma bastante profundo na mulher. “Os médicos entenderam, então, que a reconstrução imediata das mamas era imprescindível para manter a integridade psicológica da paciente”, comenta o cirurgião plástico, Alexandre Piassi Passos.

Passos explica que o procedimento da retirada das mamas é feito pelo mastologista, o médico que trata dos problemas de câncer. Após esta cirurgia é que o cirurgião plástico entra em ação. Quando o diagnóstico é precoce, a retirada da mama tende a ser menor. Em casos mais avançados, é inevitável a retirada total. “Em mamas maiores, o resultado da reconstrução é muito bom, semelhante a procedimentos puramente estéticos. Em mamas menores, dependendo do tamanho da área retirada, a reconstrução é mais complicada, mas ainda assim um bom cirurgião consegue obter resultados bastante satisfatórios”, explica.

De acordo com o medico, as técnicas para tratamento do câncer de mama são variadas, algumas mais conservadoras e outras mais agressivas. “O cirurgião plástico deve estar preparado para reconstruir todos os tipos de retirada, das menos invasivas até as mais complexas.”.

O cirurgião explica que a mama pode ser reconstruída com tecidos da paciente – abdomen ou o músculo das costas (grande dorsal) – ou com implantes. “Atualmente, desenvolveram-se novos implantes de silicone, associados à expansores, que permitem realizar uma reconstrução de altíssimo nível com menos etapas cirúrgicas e sem área doadora.”, explica. “Porém, para a efetivação das reconstruções, podem ser necessárias duas ou três cirurgias para refinamentos estéticos. Vale ressaltar a necessidade das simetrizações (deixar as duas mamas parecidas) e a reconstrução do complexo aréolo-papilar.” No caso de Angelina Jolie, as mamas foram reconstruídas com próteses de silicone e a pele da própria atriz.

O lado psicológico

Em termos psicológicos, o ganho da paciente com a reconstrução imediata das mamas é bastante grande. “Muitas vezes, minhas pacientes se esquecem da patologia mamária inicial, que as levou ao tratamento plástico, transparecendo, nesse outro momento, apenas a preocupação com a beleza mamária. Acho muito interessante e incentivo esta visão, pois acredito que facilita a aceitação da doença em suas vidas”, comenta.”E tem mais: observamos casos em que a paciente tem uma vida muito melhor após a reconstrução. Com um pós-operatório sem depressão, até a imunidade fica maior, fazendo com que a doença inicial, o câncer, tenha chances diminuídas de reaparecer”, completa.

Outro aspecto positivo apontado pelo cirurgião em relação à reconstrução mamária é a recuperação da vida sexual pela paciente. “Em muitos casos, a mulher que passa por uma cirurgia nas mamas tem sua vida sexual mudada porque as novas formas agradam as mulheres. “Procuramos sempre deixar as mamas com contornos mais definidos, menos flácidas e mais ‘levantadas. Por isso, muitas delas se sentem mais bonitas e acham as novas formas melhores que as anteriores”, comenta o cirurgião.

Como se vê, a cirurgia plástica, quando aplicada de maneira séria, seja para fins reparadores ou estéticos, tem papel fundamental na Medicina. É isso que o Dr. Alexandre Piassi Passos quer passar também por meio da imprensa: seriedade na abordagem a cirurgia plástica, um assunto que, infelizmente, às vezes é tratado puramente como produto – e não como uma cirurgia que tem riscos como outra qualquer.

Alexandre Piassi Passos

Cirurgião-plástico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É Mestre e Doutor em Ciências, com área de concentração em Cirurgia Plástica, pela mesma universidade. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da ISAPS ( International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da ASPS ( American Society of Plastic Surgery), é o atual Presidente da ACPUSP (Associação de Cirurgia Plástica da USP-SP). Passos é médico responsável pelo Ambulatório de Cirurgia Facial e Rinologia Funcional da Disciplina de Cirurgia Plástica da USP e do Núcleo Avançado de Mastologia do Hospital Sírio Libanês. Atende também na Clínica Passos de Cirurgia Plástica.

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