Vacinar é seguro?

A importância da vacinação como garantia de um sistema imunológico mais efetivo

vacinagripe01Na última quarta-feira, 9, a notícia de que cada vez mais americanos são contrários à vacinação chamou a atenção. Os Centros Federais de Controle e Prevenção de doenças dos EUA apontam que dois em cada três norte-americanos adultos recusam vacinas contra a gripe. A mesma proporção é contra vacinar as adolescentes contra o vírus do papiloma humano (HPV). Assim como, um em cada 10 pais não respeita o calendário de vacinas do filho.

A preocupação é justificada pelo nível de proteção fornecido por essas vacinas conforme descrito pela Bio-Manguinhos/Fiocruz 2014 destacando que são preparações que, ao serem introduzidas no organismo, desencadeiam uma reação do sistema imunológico (semelhante à que ocorreria no caso de uma infecção por determinado agente patogênico), estimulando a formação de anticorpos e tornando o organismo imune a esse agente e às doenças por ele provocadas.

Para a professora do curso de farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Amouni Mourad, após anos de pesquisas cientificas, sem dúvida as vacinas são seguras e essenciais para a saúde pública, além de ter um maior custo-benefício no controle de doenças imunopreveníveis que o de medicamentos para sua cura, “vacinação não é para ser tratada com banalidade ou descaso, ela é sinônimo de prevenção e garantia de saúde”.

A professora compara o comportamento de parte da população americana acerca da resistência à vacinação, que nos reporta ao que aconteceu em nosso país no início do século XX: época que não existia saneamento básico nas capitais e, quando instalada uma ‘revolução sanitária’, essa medida não foi bem aceita pela população da época, que desconhecia os benefícios da vacina, levando à chamada Revolta da Vacina, com diversas manifestações populares.

Ao fazer um paralelo dessas situações é possível compreender a reação da população no início do século XX, considerando que as pessoas não eram bem esclarecidas sobre essas medidas preventivas. Porém em pleno século XXI não existe justificativa que ampare essa posição, pois evidências científicas estabeleceram bem a eficácia das vacinas. Portanto, prescindir delas realmente é um retrocesso para saúde pública, salientando que vacinação não é questão de crença ou de escolha por opção, mas sim de resultados cientificamente comprovados no decorrer de um século inteiro”, afirma a especialista.

Amouni Mohmoud Mourad

é Graduada em farmácia – Habilitação Análises Clínicas; Pós Graduação em Fundamentos da Educação; Lato sensu e Mestrado em Análises Clínicas; doutorado em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Professora e membro do NDE do curso de Farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie,leciona as disciplinas:Estágio I, Estágio II e Deontologia, Legislação e Ética Farmacêutica; professora responsável pelos estágios do curso de Farmácia da UPM, Coordenadora das Atividades Complementares do CCBS-UPM, Professora no Curso Lato Sensu em Farmácia Clínica na Universidade Presbiteriana Mackenzie; Assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo; membro da Comissão de Ética do CRF-SP, membro da Comissão Assessora de Educação Farmacêutica CRF-SP.

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São Paulo/2014

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