Será que as mães estarão bem vestidas no seu dia?

IEMI Inteligência de Mercado aborda expectativas do varejo de moda para a data

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O Dia das Mães este ano coincide com um momento de crise, agravado pelas baixas expectativas de empresários e consumidores, temerosos pelos fracos resultados da economia brasileira”, constata Marcelo Prado, diretor do IEMI Inteligência de Mercado, empresa especializada em estudos de mercado e análises dos setores têxtil; de vestuário; calçadista; cama, mesa e banho; móveis e colchões.

Segundo ele, é dentro deste cenário que a indústria da moda torce como pode para que o Dia das Mães, a segunda principal data do comércio, atrás apenas do Natal e do Ano Novo, apresente um bom resultado nas vendas de roupas femininas. “Sem dúvida, o desejo do setor em ver as mães muito bem vestidas no próximo dia 10 de Maio se justifica, não só pelos resultados da data em si, mas também pela possibilidade de que os bons números possam motivar os lojistas do setor a apostar mais alto na próxima coleção primavera-verão, cujos lançamentos estão programados para o final do mês de maio em diante”, informa. Segundo ele, um bom resultado agora contribuirá de forma consistente para o bom desempenho do mercado de moda feminina em 2015, apesar de o ambiente econômico atual ser pouco favorável.

Estudo inédito, recém concluído pelo IEMI sobre o mercado de moda feminina no Brasil, onde são consideradas as roupas para mulheres adultas das linhas casuais, sociais, de festa, de inverno, etc., à exceção da linha íntima, pijamas e meias; corrobora com as expectativas dos empresários e mostra que somente com a venda destes artigos, o varejo de moda deverá movimentar no próximo mês de Maio cerca de R$ 9 bilhões, equivalentes a quase 10% de toda a venda esperada para o segmento, neste ano. “Este número corresponde a uma expansão de 5,2% em valores nominais, sem descontar a inflação do período, e de 0,5% em volumes de peças, quando comparados com os resultados registrados em 2014”, diz.

Prado explica que muitos poderão afirmar que este é um resultado modesto para esse mercado. “A meu ver, só o fato de ser positivo já é bastante significativo, pois demonstra que apesar de tudo, as brasileiras continuarão consumindo e desejando estar muito bem vestidas nesta e na próxima coleção, em um momento em que grande parte dos consumidores estão adiando o consumo de outros bens, em especial os bens duráveis, como carros e eletroeletrônicos.Estes produtos movimentaram o varejo nos anos de 2012 e 2013, quando seu consumo foi fortemente incentivado pelo governo brasileiro, com a redução de impostos, dos juros e grandes facilidades na oferta de crédito, o que não ocorreu com os produtos de moda.

O Estudo de Mercado de Moda Feminina do IEMI destaca, ainda, a importância deste segmento na indústria brasileira de confecção, onde se encontram em atividade no País nada menos que 22 mil unidades produtivas, empregando direta e indiretamente 865 mil funcionários. Todo este contingente entregará ao mercado pouco mais de 2,6 bilhões de peças para serem consumidas em 2015, ajudando a vestir 79 milhões de mulheres brasileiras, com idade acima de 14 anos.

Neste contexto, a indústria brasileira de roupas femininas deverá faturar em 2015 nada menos que R$ 50 bilhões, a preços de fábrica (sem impostos), o que poderá representar um crescimento nominal (sem descontar a inflação do período) de 7,5% sobre o montante registrado em 2014. Em volumes, a expansão será bem menos expressiva, em torno de 1,5% em número de peças, mas já muito melhor do que os resultados obtidos nos últimos quatro anos, quando os volumes de produção acumularam recuo de 4,7%, uma queda provocada em grande parte por importações crescentes, ao longo do período.

No estudo é possível observar que na liderança da retomada do crescimento da produção de roupas femininas no Brasil, os grandes destaques foram as camisas e blusas, os leggings e os conjuntos (de calças e blusas femininas), com crescimentos entre 7% e 14% em volumes de peças, apenas em 2014.

O Dia das Mães deverá ser a primeira grande oportunidade para ajudar na mudança de expectativas e na recuperação da confiança dos empresários do setor de moda no Brasil, ao mostrar que apesar da ressaca política e econômica que vivemos no momento, do outro lado do balcão temos um imenso contingente de consumidoras que estão viajando menos para o exterior, adiando seus gastos com bens duráveis e ávidas para se vestirem bem e se sentirem mais bonitas e felizes”, conclui Prado.

Sobre o IEMI

O IEMI – Inteligência de Mercado foi criado em 1985 para atender a crescente demanda das indústrias e entidades por dados numéricos e comportamentais relativos aos seus mercados, bem como para ajudar a sustentar o planejamento de suas ações. O IEMI tornou-se a principal fonte de informações para importantes setores da economia brasileira, como o de vestuário, contribuindo para seu melhor desenvolvimento.
Site: www.iemi.com.br

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