Os melhores cosméticos para rejuvenescer a pele nas estações mais quentes

Veja quais os cosméticos proibidos e os melhores para rejuvenescer a pele nas estações mais quentes

Eficazes nos tratamentos de cicatriz de acne, rugas e manchas, os ácidos mais prescritos do inverno saem de cena no verão, para evitar que sua pele fique irritada, hipersensível e até que sofra queimadura. Mas eles podem ser substituídos por boas opções

São Paulo – 27/01/2020 – Número um em rejuvenescimento, referência em esfoliação e poderosa atividade secativa. Respectivamente, estamos falando do ácido retinoico e retinoides, dos alfa e beta-hidroxiácidos e da tretinoína. Os poderosos ingredientes, muito prescritos no inverno, agora saem de cena e dão espaço a ácidos com atuação antioxidante, protetora e anti-inflamatória.

Retinóides / Ácido retinóico –

Usado no rejuvenescimento, para tratamento de acne e também de mancha, os retinóides são prescritos geralmente no inverno. “Nunca prescrevemos de maneira contínua porque a pele vai ficando mais fina, avermelhada, com aspecto muito mais delicado e isso faz com que ela tenha uma maior sensibilidade aos agressores ambientais – o que significa: mormaço, calor, luz visível e especialmente o sol”, explica a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por isso, o ingrediente não é indicado nas altas temperaturas.

Alfa-hidroxiácidos –

De acordo com a médica, o ácido glicólico, por exemplo, é um alfa-hidroxiácido e torna a pele mais sensível, portanto após seu uso, o ideal é não expor a pele ao sol ou isso pode causar forte irritação na pele com descamação, vermelhidão e até mesmo o surgimento de manchas. O ideal, nesse caso, é buscar esfoliantes mais suaves ou evitar a exposição solar – e reforçar a fotoproteção.

Beta-hidroxiácidos –

O ácido salicílico é um beta-hidroxiácido e tem uma ação importante no controle da acne, principalmente da acne que forma pequenos microcistos, de acordo com Claudia Marçal. Como o ácido salicílico afina a pele, torna-a mais suscetível aos danos causados pela radiação ultravioleta, então seu uso sobretudo no verão deve ser feito apenas com orientação médica. “Por isso, recomenda-se usar protetor solar de no mínimo 30 (e maior de acordo com o fototipo do paciente) e evitar exposição ao sol”, diz a dermatologista.

Opções seguras para o verão: saiba quais são os ácidos permitidos

Algumas substâncias ainda podem – e devem – ser usadas. Apesar de não oferecer a mesma potência rejuvenescedora, os ácidos mandélico, ferúlico, kójico, azelaico, maslínico, ascórbico e (é claro) hialurônico fazem parte das prescrições nos climas quentes, por oferecerem resultados eficientes. Mas atenção: “A indicação e a dosagem devem ser feitas por dermatologista, assim como a orientação do modo de uso. Independente se o ingrediente é fotossensibilizante, a proteção solar é regra básica e deve ser seguida diariamente com FPS 30 (no mínimo) e reaplicado de duas em duas horas”, explica a dermatologista. Saiba mais sobre esses ácidos:

Ácido Mandélico –

É um alfahidroxiácido com moléculas grandes, que consegue equilibrar o processo de renovação epitelial e tem indicação anti-aging (age diminuindo o fotoenvelhecimento e o tratamento deve ser mantido por meses ou até anos para as rugas e marcas de expressão desaparecerem gradualmente)”, afirma a médica.

Ácido Ferúlico –

Encontrado nas folhas e sementes de muitas plantas, especialmente farelo de milho e arroz. “Esse ácido fornece hidrogênio para a neutralização dos radicais livres, compostos estes relacionados com o envelhecimento das células, portanto é um potente antioxidante”, comenta a dermatologista Dra. Claudia Marçal. O ácido ferúlico suaviza rugas e linhas de expressão.

Ácido Kójico –

Considerado um clareador importante por ter uso permitido durante o verão e também na gestação. “Ele inibe a ação da tirosinase (enzima responsável pela produção de pigmento) como quelante de íons, promovendo a diminuição da formação de melanina, promovendo clareamento. É um ácido que não causa irritabilidade nas concentrações de margem de segurança”, destaca Claudia Marçal.

Ácido Azelaico –

Encontrado no trigo, o ácido pode ser usado também por gestantes no controle do melasma. “Ele inibe a tirosinase (enzima responsável pela estimulação e produção da melanina), então consegue prevenir a formação do melasma (e, se presente, o ácido consegue controlar e clarear)”, explica Claudia Marçal.

Ácido Maslínico –

Substância derivada da moagem de azeitonas, é um poderoso antioxidante e também tem ação anti-inflamatória considerável.O ácido reduz a vermelhidão de peles irritadas, principalmente após exposição solar e outros agressores ambientais. A substância age diretamente sobre a hidratação e aparência da pele, deixando-a mais macia e radiante”, comenta a médica.

Ácido Ascórbico –

é a famosa Vitamina C. “O Ácido L-Ascórbico é um poderoso antioxidante, cuja aplicação tópica permite alcançar níveis que não seriam possíveis com a ingestão de frutas ou de suplementação oral de vitamina C”, explica a dermatologista. Além disso, é responsável por frear a ação dos radicais livres, estimular a formação de novo colágeno (é cofator da síntese) e ajuda a proteger a pele dos efeitos do sol, na medida em que uniformiza o tom de pele e melhora sua textura.

Ácido Hialurônico –

Esse ácido é uma glicosaminoglicana e faz parte da matriz extracelular, onde ficam as fibras do colágeno e elastina. “Com o avanço da idade, o ácido hialurônico diminui, reduzindo também a hidratação e elasticidade da pele. Então, quando existe falta de ácido hialurônico, há desidratação da pele, tendência à flacidez, formam-se rugas, sulcos e perda de luminosidade”, explica a dermatologista. O ativo ácido hialurônico tem vários pesos moleculares e deve ser usado numa composição com diferentes pesos para atuar em várias camadas.

Dra. Claudia Marçal

Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

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Maria Claudia Amoroso Nunes
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