O que você precisa saber para adquirir um hidratante facial

Será que hidratar aumenta a oleosidade?
E pele iluminada pode ser considerada saudável?
Saiba respostas destas e de outras perguntas para comprar o seu hidratante facial sem erro

São Paulo – 21/01/2020 – A hidratação facial é altamente benéfica para a pele, pois é capaz de impedir muitos danos que podem culminar em um envelhecimento precoce da pele. Mas não adianta usar qualquer hidratante: ele precisa ser específico para seu tipo de pele e com os nutrientes que você precisa. “O ideal é sempre consultar um dermatologista que vai prescrever o produto ideal, seja ele manipulado ou industrializado, de acordo com a necessidade de cada paciente, tendo em vista questões como tipo e problemas de pele, estação do ano e exposição ou não a agentes poluentes”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Por isso, pode ser um investimento certeiro ter um creme específico para seios, abdômen, pernas, glúteos e pés.

1º – Qual seu tipo de pele?

Para escolher seu hidratante facial, a primeira coisa que você deve se atentar é com relação ao seu tipo de pele. Isso vai influenciar na escolha do produto. “A pele seca é mais rara no Brasil, sendo mais frequente na região sul. É uma pele que tem deficiência em produzir gordura de boa qualidade, os famosos ômegas que, em conjunto com a água, formam uma membrana hidrolipídica, que reveste nosso tecido e proporciona uma aparência luminosa. Ela é mais áspera, sensível e, às vezes, mais avermelhada, além de apresentar tendências a ter rugas mais precoces”, diz a Dra. Claudia Marçal. Já a pele oleosa, por sua vez, é bastante comum, e tem tendência a ter acne, então os poros são bastante dilatados, ela apresenta brilho em excesso e um aspecto mais congestionado. “É aquela pele em que o paciente sente que forma cravos com muita facilidade; brilha o tempo todo e normalmente está acompanhada do couro cabeludo oleoso também, e os cabelos oleosos. Nessa pele o paciente tem dificuldade de controlar o brilho, porque as glândulas produzem gordura com muita facilidade”, diz a médica. Já a pele mista, na verdade, é uma combinação de áreas mais ressecadas e áreas mais oleosas. “A pele mista tem a zona T mais oleosa (testa, nariz e queixo), porque é onde se apresentam as glândulas sebáceas, um maior conglomerado como se fossem blocos únicos povoados por grandes quantidades de glândulas, que com certeza vão trazer essa sensação de oleosidade na região do maciço central como nós dizemos (testa, nariz, região centro malar perto do nariz na área da bochechinha e na região do queixo)”, explica a médica. Em contrapartida, as extremidades são ressecadas.

2º – Qual é a textura de creme ideal?

Depende do tipo de pele. “Peles mais oleosas ou mistas necessitam de hidratação facial de preferência com séruns, já que eles têm textura fluida e não deixam a pele oleosa ou “pesada” e com aspecto brilhante em excesso”, diz a Dra. Claudia Marçal. O gel também pode ser usado, mas é importante que o produto não seja pesado e em versões oil-free. No caso de peles mais secas, os hidratantes devem contar com veículos um pouco mais ricos em lipídios e substâncias que tenham a capacidade de segurar a água nessa pele para ajudar a formar a membrana hidrolipídica, como os cremes. “Esses produtos devem ser enriquecidos, ou seja, as formulações devem ter uma textura mais voluptuosa, mais rica, que realmente filme a pele, que deixe sobre a pele um manto filmógeno, uma parede de defesa que consiga repor e segurar água para evitar a perda transepidérmica”, argumenta a dermatologista.

3º – Produtos para “todos os tipos de pele” são mesmo eficazes?

No caso dos hidratantes, não é ideal, pelas características e necessidades de cada tipo de pele.

4º – Quais são os nutrientes básicos para um hidratante de qualidade?

Segundo a Dra. Claudia Marçal, a hidratação deve repor tudo aquilo que precisamos: os fatores naturais de hidratação, silício, ácido hialurônico fragmentado, peptídeos. “Tudo isso deve estar presente numa fórmula boa, seja para manutenção ou prevenção do fotoenvelhecimento, em concentrações mais altas e com ativos mais complexos, para tratar o efeito do envelhecimento cronológico e biológico”, afirma a médica “Quanto aos ativos, os hidratantes devem ser ricos em ácido hialurônico de baixo e alto peso molecular como Hyaxel e DSH CN, biopeptídeos, micronutrientes, aminoácidos essenciais, proteínas, peptídeos, alistin, nutriomega 3, 6, 7 e 9, ácidos graxos essenciais (ômega-3), vitaminas E e C e oligoelementos como zinco, cobre, ferro, selênio e silício. Também podemos usar a Vitamina B3 aliada a bioenergizantes mitocondriais como Arct Alg, que estimula a síntese de ATP na mitocôndria, protege a pele e estimula as suas defesas naturais”, diz a médica.

5º – Hidratante com protetor solar é uma boa escolha?

Você pode substituir desde que o produto ofereça proteção FPS de no mínimo 30 e PPD de no mínimo 10, ingredientes de proteção física (como o óxido de ferro ou dióxido de titânio) e proteção química. Mas no geral o protetor solar não deve ser substituído. “O ideal é utilizá-lo junto à rotina de beleza, depois da hidratação e revitalização da pele e antes da aplicação da maquiagem. Produtos multifuncionais com FPS existem de duas formas: a primeira é um filtro solar com benefícios agregados, por exemplo, um filtro solar com FPS 30, PPD 10, base e ação antirrugas. Esse é um legítimo filtro solar, pois oferece proteção contra UVB e UVA. Mas o outro exemplo é um produto antirrugas ou base com FPS 30. Nesse caso, se o produto não apresenta o PPD, ou seja, a proteção UVA, ele não é considerado um filtro solar e não protege a pele dos danos UVA, que é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), com um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres. Os raios UVA afetam a pele o ano todo, independente da estação”, enfatiza a dermatologista.

6º – Hidratar aumenta a oleosidade?

Ao usar um hidratante específico para o tipo de pele, não há esse risco de aumento de oleosidade e nem de aspecto congesto. “Por isso, é ideal consultar um dermatologista, que vai prescrever a fórmula ideal no veículo mais adequado ao tipo de pele, seja ele um creme, gel, sérum ou loção.

7º – Pele “iluminada” pode ser vista como pele saudável?

Existe uma diferença entre luminosidade da pele e o aspecto congesto da pele oleosa. “A pele iluminada é bem nutrida, hidratada, vascularizada, viçosa, com uma textura homogênea, elástica e tem poros bem diminutos. Isso é diferente da pele oleosa, que traz um brilho excessivo formado por uma gordura natural de má qualidade, justamente porque a pele oleosa produz óleo em grande quantidade”, finaliza a especialista.

DRA. CLAUDIA MARÇAL –

É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

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Maria Claudia Amoroso Nunes
E-mail: claudiaholding@uol.com.br
Fone: (11) 20617919

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