Quadris durante a prática de esporte e dança

Quadris precisam de atenção especial
durante a prática de esporte e na hora da dança

Modalidades que exigem maior amplitude de movimento, rotações e explosões de força,
como futebol e danças, oferecem mais riscos de lesões

Todos sabem que a prática de esportes traz muitos benefícios à saúde, mas poucos têm consciência dos cuidados necessários para não colocar as articulações em risco, principalmente os quadris, juntas muito estáveis que ligam as pernas ao tronco. Eles têm como função sustentar todo o peso do corpo e possuem uma capacidade de carga muito grande, mesmo assim, podem sofrer lesões.

De acordo com o ortopedista Dr. Marcelo G. Cavalheiro (CRM-SP 87147), integrante do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e coordenador da divisão de Artroscopia do Quadril na Escola Paulista de Medicina (Unifesp), quanto maior a solicitação dos quadris, maior a chance de sofrer uma lesão nessas regiões. “Os esportes que oferecem mais riscos são aqueles que exigem maior amplitude e movimento do quadril, rotações ou aqueles com ‘ações explosivas’, ou seja, com movimentos de aceleração e desaceleração bruscas. Entre eles, estão futebol, tênis, golfe, artes marciais, danças, ballet, ginástica olímpica e atletismo”, revela.  

Origem da lesão

A prática inadequada dos exercícios é a principal causa dos problemas. “Entre as mais frequentes, estão os estiramentos musculares e as tendinites. Geralmente, ocorrem por sobrecarga, esforço excessivo, entorse, contusão ou erro de treinamento”, explica. Ainda segundo o especialista, entre os atletas, há também muitos casos de síndrome do impacto femoroacetabular. “Acontece quando a cabeça do fêmur e a cavidade da bacia não têm um encaixe perfeito. Com isso, ocorre um traumatismo de repetição entre as partes que pode levar a lesões nos quadris. Esse problema anatômico não é exclusividade de atletas. Cerca de 10% da população tem predisposição à síndrome do impacto femoroacetabular, mas ele é mais diagnosticado neste grupo porque há uma solicitação diária maior da região que está com a biomecânica comprometida”, esclarece.

Segundo o Dr. Marcelo G. Cavalheiro, as consequências do impacto femoroacetabular são dor e uma pequena limitação de movimentação do quadril. “O problema compromete o rendimento do atleta e pode gerar mais lesões por sobrecarregar outras articulações para compensar a limitação funcional do quadril, como pubalgia (bacia), lombalgia (coluna lombar), instabilidade femoropatelar (joelho) e entorses no joelho. Além disso, a síndrome do impacto femoroacetabular é responsável por 50% a 80% de todos os casos de artrose do quadril”, alerta.

Tratamento

A indicação do tratamento vai depender da correta identificação da lesão e do diagnóstico e apenas um médico está apto a avaliar. “Sempre há a preocupação de sermos menos invasivos nos tratamentos, recorrendo a medidas com menos riscos, complicações e efeitos colaterais. Entre as opções, temos medicações diversas, infiltrações, fisioterapia, termoterapia, manipulações, imobilizações, reabilitações, reeducação postural, pilates, orientações, artroscopia (cirurgia minimamente invasiva) ou as cirurgias tradicionais”, lista o ortopedista.

Quando se faz o tratamento do impacto femoroacetabular em uma fase inicial, o resultado esperado é o retorno pleno do atleta ao esporte. Quando este tratamento começa numa fase mais tardia, com lesões intra-articulares importantes já instaladas, a melhora é parcial. Nesses casos, o maior benefício é evitar a rápida progressão para a artrose”, comenta.

Evite o treino excessivo e siga o planejamento

Por isso, segundo o Dr. Marcelo G. Cavalheiro, a prevenção é a chave para a saúde dos quadris. “É necessário seguir o planejamento dos treinamentos, com atividades de preparo físico, alongamento, fortalecimento, equilíbrio muscular e postura. Além disso, é preciso respeitar os períodos de descanso para a recuperação do corpo e ter o cuidado com o ‘over training’, pois o excesso de treino é lesivo ao corpo. No caso do impacto femoroacetabular, uma vez diagnosticado, a prevenção se faz com a restrição de grandes amplitudes para evitar as lesões decorrentes da síndrome, associada a um reequilíbrio da região. Se a modalidade esportiva exige mais mobilidade, há indicação para artroscopia do quadril”, finaliza.  

Dr. Marcelo G. Cavalheiro (CRM-SP 87147) é formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP). Fez residência em Ortopedia e Traumatologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, instituição onde também realizou sua especialização em Cirurgia do Quadril, Cirurgia do Joelho e Artroscopia. Especializou-se em Medicina Esportiva na University of Pittsburgh Medical Center e em Artroplastias pelo Rush Hospital Chicago (EUA). É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ) e Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ). Também é membro das prestigiadas sociedades internacionais American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS),International Society of Arthroscopy, Knee Surgery & Orthopaedic Sports Medicine (ISAKOS),Society of Hip Arthroscopy (ISHA) e Sociedad Latinoamericana de Artroscopia, Rodilla y Deporte (SLARD). O Dr. Marcelo integra o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e coordena a divisão de Artroscopia do Quadril na Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo.

Especialidades do Dr. Marcelo G. Cavalheiro: Ortopedia – Medicina Esportiva – Quadril – Joelho – Artroscopia

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