26 de Abril é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial

Além das doenças cardiovasculares, a pressão alta também pode desencadear
diversos cânceres, segundo recente pesquisa do Kings College de Londres

O sinal vermelho para a pressão alta está acionado. A hipertensão arterial já atinge 25% da população adulta no Brasil, mais de 50% dos idosos e cerca de 5% dos 70 milhões de crianças e adolescentes. Hoje no Dia Nacional de Combate à Hipertensão arterial, médicos especialistas alertam para os perigos inerentes à doença. Além das doenças cardiovasculares, a hipertensão também pode desenvolver cânceres. O alerta é do oncologista Dr. Charles Pádua, diretor do Cetus-hospital dia em Betim. Com a alta incidência no país, a hipertensão ainda é detentora de um triste título de terceira maior causa de morte no mundo (só perde para sexo inseguro e desnutrição) e responde por 80% dos casos de derrame e 60% de infartos.

Em recente pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Epidemiologia do Câncer do Kings College de Londres, apresentada durante o último European Society Medical Oncology (ESMO) em Milão, foi descoberto que com o aumento da pressão arterial cresce o risco em homens de desenvolver cânceres de boca, pulmão, colo-retal, bexiga, rim, melanoma e câncer de pele. Já nas mulheres, o aumento da pressão arterial não foi estatisticamente significativa e associada ao risco geral de desenvolver qualquer tipo de câncer, mas foi associado com um risco maior de cânceres de fígado, pâncreas, colo, endométrio e melanoma. “Esses dados reacendem o debate das principais causas de câncer, conferindo uma maior atenção aos pacientes com propensão à hipertensão”, afirma Pádua.

Recentemente também, um tipo de medicamento contra a pressão alta, conhecido como bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) e usado por milhões de pacientes foi vinculado a números significativos de casos de certos cânceres, especialmente o de pulmão. Os BRA são usados para o tratamento de pacientes com hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e doenças renais relacionadas ao diabetes.

Outra pesquisa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, identificou que, entre 100 pacientes com câncer de mama analisadas, 50% é hipertensa. “A pesquisa ainda está em fase de desenvolvimento, mas já alerta para a busca de formas de tratamento mais adequadas aos diferentes tipos de pacientes”, explica Pádua. Por outro lado, os medicamentos usados no combate à hipertensão reduzem o efeito dos hormônios do estresse que, segundo pesquisadores, estão associados ao crescimento de tumores. “São casos descobertos em pesquisas muito avançadas, que mostram a importância de os pacientes não se automedicarem, não suspenderem qualquer medicação e consultarem seu médico regularmente”, afirma Pádua.  

Doenças cardiovasculares

A pressão arterial é, em linhas gerais, a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo. Sua média é definida como pressão arterial sistólica mais a pressão arterial diastólica, dividida por dois. O sinal vermelho se acende quando os números chegam a 140 mmHg (milímetros de mercúrio) por 90 mmHg – o tal “14 por 9”.

A elevação da pressão causa danos à camada interna dos vasos, fazendo com que se tornem endurecidos e estreitados, podendo, com o passar do tempo, entupir ou até mesmo romper. Isso pode levar a problemas sérios, como angina e infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e a paralisação dos rins”, explica o coordenador científico da residência médica de cardiologia do Hospital Vera Cruz, Dr. William Esteves.

A hipertensão é assintomática e na maioria dos casos demora de 10 a 15 anos para ser descoberta. “Casos que podem ser sinais do problema são facilmente confundidos com males corriqueiros como tontura e dores de cabeça e no peito. Em grande parte dos casos, a doença está relacionada à herança genética, má alimentação (abuso de gordura e sal), consumo excessivo de álcool, tabagismo, excesso de peso, entre outras”, explica o médico do Vera Cruz. Por isso, se manifesta geralmente na fase adulta e, às vezes, regride com a adoção de hábitos saudáveis.

Além dos velhos hábitos, a maior dificuldade dos médicos é a conscientização para a adoção de um novo estilo de vida e de continuidade do tratamento, muitas vezes abandonado pelo paciente que pensa ser um problema momentâneo. “O paciente não deve interromper o uso da medicação, nem diminuir a dosagem por conta própria. Deve seguir as indicações do médico e tomar os remédios rigorosamente nos horários prescritos”, ensina o Dr. William Esteves.

Prevenção e controle são a melhor saída

A hipertensão, de acordo com o cardiologista do hospital Felício Rocho, Dr Thiago da Rocha Rodrigues, é uma doença crônica, e as complicações podem ser prevenidas com o uso de medicamentos específicos e mudanças no estilo de vida.

O objetivo do tratamento é não deixar a pressão ultrapassar os valores de 12 por 8. O médico lembra que a prevenção continua a ser a principal arma para uma vida saudável e a pressão normalizada.:

As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento. Como não há cura, é preciso controlar a doença com atividade física e com uma alimentação adequada.

A Sociedade Brasileira de Hipertensão revela que em apenas 29% das consultas médicas no Brasil se faz a medição da pressão. Apenas 23% dos hipertensos controlam corretamente a doença, 36% não fazem controle algum e 41% abandonam o tratamento, após melhora inicial da pressão arterial.

Anote algumas dicas de prevenção dos médicos Charles Pádua do Cetus Hospital Dia e Dr Thiago da Rocha Rodrigues do Felício Rocho:

Medidas de prevenção e controle da pressão alta

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