Mães Corajosas

Conheça a história de três mulheres corajosas que dedicam suas
vidas para salvar a vida dos filhos com câncer

Com a proximidade do Dias Mães, é inevitável não pensar na mudança de perfil das mães do nosso Brasil. Mudanças no perfil, mas não na essência. É verdade. Os sonhos são inúmeros e estão cada vez mais em alta entre as mulheres executivas e mães, mulheres esportistas e mães, mulheres tecnológicas e mães, entre muitas outras.

Mas ainda existem aquelas que são mães 24 horas literalmente. Mulheres corajosas e mães.  

Joana Rita Cordeiro Mendes

A enfermeira, de 36 anos, Joana Rita Cordeiro Mendes é a mulher corajosa e mãe de Rafael, de 10 meses, diagnosticado com fibrosarcoma infantil, no terceiro dia de vida.

Joana teve uma gravidez normal. Durante os noves meses desempenhou suas funções como enfermeira no Ambulatório da Prefeitura de Goiânia (GO). Mas a rotina foi modificada após o nascimento de Rafael. Ao nascer, foi notado um inchaço fora do normal no braço direito do bebê. No terceiro dia, veio o diagnóstico. E assim começou a batalha de Joana e Rafael contra o câncer. Com as dores da cesárea e do coração por não poder ter o primeiro filho em casa e com saúde, junto com o marido, ela seguiu para inúmeras consultas e exames até a transferência de mãe e filho para São Paulo. Com apenas 16 dias de vida, o destino de Rafael estava definido: o Graacc – Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer, localizado na zona sul de São Paulo.

A família se alojou na casa de amigos por alguns dias até mãe e filho, após a alta da internação, hospedarem-se na Casa Ronald McDonald São Paulo. O pai, cuidadoso e amoroso, deixou o emprego estável em Goiânia para acompanhar Joana e Rafael na capital paulista. Conseguiu um emprego temporário, mora na casa de amigos e visita a esposa e o filho sempre que possível.

E a batalha diária é árdua. Aos nove meses, Rafael passou pela primeira cirurgia. O que pode parecer assustador para algumas mães, para Joana foi um alívio: saber que o filho poderia ser operado. Este era um sinal de progresso na cura. “Quando chegamos em São Paulo, no Graacc, o cenário foi muito doloroso. Com a inflamação por conta do câncer, os médicos me alertaram sobre a possibilidade de amputação do membro. Senti uma dor terrível, medo. Mas acima de tudo queria e quero ver o meu filho curado. Então se fosse preciso tudo bem. Mas graças a Deus não foi preciso e em março meu filho pode retirar o tumor. Porém o tratamento continua”, comenta Joana.

Hoje, Rafael tem 10 meses. As 24 horas do dia de Joana são dedicadas ao bebê. “Minha profissão é ser mãe. A cada etapa da quimioterapia percebo o quanto é importante seguir com muita fé e esperança, pois o tratamento ainda tem altos e baixos. A quimioterapia tem reações. E para vivenciar isso no primeiro filho, ainda bebê, é necessário acreditar na cura, em Deus e amar incondicionalmente. É vida e morte. A gente vê crianças indo embora. Vê mães sofrendo. Embora seja uma profissional da saúde, por agora, só quero ser mãe. Preciso do apoio de todos a minha volta. E isso eu tenho. Tanto no hospital, quanto na Casa Ronald McDonald São Paulo que me dá toda estrutura para cuidar do meu filho e viver, na medida do possível, bem. Aqui em São Paulo tenho o apoio para seguir em frente. A saudade da família é enorme. Mas a vontade de retornar para a minha cidade com Rafael saudável é imensurável. Quando estiver lá, na minha cidade, aí sim poderei ser mulher enfermeira e mãe. Por ora, só quero mesmo é ser a mãe do Rafael”, finaliza.  

Graciela Aparecida Reale

A jovem dona de casa Graciela Aparecida Reale, 28 anos, é a corajosa mãe de Bryan, 7 anos, diagnosticado com leucemia. Foi em agosto do ano passado que os primeiros sintomas apareceram. “Foram quase quatro meses de sofrimento e ansiedade. A resposta definitiva me deixou arrasada. Não há como descrever a sensação, o sentimento”, conta.

E assim a rotina dela também mudou. A mãe solteira de Ribeirão Pires (SP) interrompeu os estudos para viver ainda mais pelo filho. “Minha vida se resume as consultas médicas, pois a doença do Bryan exige acompanhamento. A previsão de tratamento é de dois anos, mas isso pode variar”.

A força para seguir em frente ela encontra na religião. Evangélica, é na igreja que Graciela conforta o coração e recebe o apoio para enfrentar a luta diária. Após a descoberta da doença mãe e filho passaram a viver na Casa Ronald McDonald ABC. “Com o diagnóstico fiquei perdida e aqui na instituição encontrei toda a ajuda que precisava e ainda preciso. Sem a Casa, sinceramente, sei que seria mais difícil passar por todo este processo. Certo dia, ouvi uma frase do ator Reynaldo Gianecchini que passei a usar, pois se encaixa na minha situação: ‘A maioria das pessoas, às vezes, só olha a ponta do iceberg, que é a doença. Mas tem tanta coisa por trás (…)’. A gente acha que é o fim de tudo, mas não é”, finaliza.

Francisca Martins Ferreira

Para a mulher corajosa e mãe de sete filhos Francisca Martins Ferreira, 46 anos, receber a notícia sobre a doença da filha adolescente de 15 anos, Francismara, também não foi fácil. Com o diagnóstico de Sarcoma, o desespero tomou conta de Francisca. Moradora da cidade de Bom Jesus da Lapa (BA) foi em São Paulo que ela soube do quadro clínico da filha e onde a adolescente iniciou o tratamento. “Como dizem popularmente, minha vontade era de cavar um buraco e me esconder. Eu não tinha como arcar com os custos para o tratamento e não sabia como seria dali para frente”, conta.

Foi aí que ela se mudou para São Paulo com o marido e os filhos. Francisca e Francismara moram na Casa Ronald McDonald ABC, enquanto que os filhos e o marido estão abrigados na casa de uma das filhas do casal que já morava em São Paulo. “Tive que mudar toda a minha vida e da minha família e vir atrás do que é o melhor para o tratamento da minha filha. Na Bahia eu cuidava dos filhos, da casa e ainda trabalhava na roça”.

Mas ela não desanima. “Prefiro pensar que esta fase é passageira, embora o tratamento não tenha previsão de término. Com fé em Deus sei que tudo ficará bem. Saímos de tão longe e encontramos aqui apoio de muitas pessoas e até nos sentimos em casa. Esta união de As mães na mesma situação acabam dando força umas às outras”, finaliza.

Sobre o Programa Casa Ronald McDonald no Brasil

O Programa Casa Ronald McDonald é uma iniciativa global criada pela Ronald McDonald House Charities, sistema internacional presente em mais de 50 países. O objetivo do programa é oferecer mais qualidade de vida e bem-estar às crianças e adolescentes. No Brasil o programa é coordenado pelo Instituto Ronald McDonald e conta atualmente com quatro unidades nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Santo André e Campinas (SP). As Casas oferecem hospedagem, alimentação, transporte e suporte psicossocial para os pequenos pacientes com câncer e seus familiares que, devido ao tratamento, encontram-se longe das suas cidades. A unidade do Rio de Janeiro foi a primeira Casa Ronald McDonald da América Latina, inaugurada em 1994. Já as demais instalações brasileiras foram implantadas em 2007, nas cidades de São Paulo e Santo André (SP), e em 2010, em Campinas (SP).

  Sobre o Instituto Ronald McDonald e programas – O Instituto Ronald McDonald é uma instituição sem fins lucrativos cuja missão é promover a saúde e a qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer. Para isso, a organização desenvolve e coordena Programas – Diagnóstico Precoce, Atenção Integral, Espaço da Família e Casas Ronald McDonald – que possibilitam o diagnóstico precoce, encaminhamento adequado e atendimento integral e de qualidade para os jovens pacientes e seus familiares. As principais fontes de arrecadação do Instituto Ronald McDonald são o McDia Feliz – maior e mais abrangente campanha nacional no combate ao câncer infantojuvenil – e a Campanha dos Cofrinhos, iniciativa que conta com a doação de trocos dos clientes dos restaurantes McDonald’s. Com mais de dez anos de atuação, o Instituto Ronald McDonald articula diferentes agentes da causa e destina recursos a projetos de construção e reforma de casas de apoio e unidades médicas, compra de equipamentos e veículos, capacitação profissional e apoio psicossocial a pacientes e familiares, entre muitos outros. Saiba mais sobre as fontes de arrecadação, os programas e as instituições beneficiadas em www.instituto-ronald.org.br.

S2PUBLICOM
Marta Leal
E-mail: marta.leal@s2publicom.com.br
Fone: (11) 30270262

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