Dicas de como sobreviver ao fim do namoro

Término de um namoro não quer dizer o fim da vida amorosa;
dê a volta por cima e seja feliz! 

Por Roselake Leiros*

Não é porque um relacionamento amoroso não deu certo que a mulher ou homem estejam fadada/os à solidão e a nunca mais arranjar um parceiro/a. É perfeitamente possível se apaixonar de novo após uma separação, desde que saiba reverter a dor em aprendizado. Um passo mais do que necessário para que, quem sabe, possa até comemorar o Dia dos Namorados do próximo ano ao lado de uma pessoa especial.

O rompimento – seja de um namoro longo ou de um casamento – normalmente deixa marcas e, principalmente, o medo de sofrer outra vez. Mas, será que vale a pena colocar em xeque sua felicidade por uma suposição? Provavelmente, não, não é mesmo? Até porque sofrer por um medo de “sofrer” é duplicar a dor.

Antes de mais nada encare seus medos de frente e reconheça-os. Em seguida, olhe a situação de fora, como em um filme. Só assim é possível observar a situação “descontaminadamente” – sem emoção e sem dor –, avaliar a parte de responsabilidade que te cabe e aprender verdadeiramente. Estes aprendizados certamente te trarão mais confiança e vão garantir a construção de um relacionamento futuro melhor.

Esse tipo de avaliação sincera possibilita assumir para si os 50% de responsabilidade que lhe cabe do fim do relacionamento e aprender com isso, para se tornar uma parceira/namorada melhor da próxima vez. Mas saiba que de nada adianta assumir 100% dessa responsabilidade. Isso só vai gerar culpa, pensamentos e sentimentos de incapacidade que impede o crescimento. Nada ajudará responsabilizar 100% o outro, o que a/o faz inflexível e denota a ausência de inteligência emocional.

A mulher, em geral, é mais emotiva e tende a ficar revivendo muito tempo os fatos do passado e/ou considerando hipóteses. É comum ela ficar pensando “e se…”. É importante, no entanto, ressaltar que este comportamento não traz aprendizados. Só favorece o sentimento de vítima ou de culpa, além de fazer com que ela perca a dimensão de realidade. Tudo fica maior e muito mais intenso e isso impede o aprendizado e que partam para outros relacionamentos.

Já os homens tende a ter um pensamento mais realista e racional, observando as coisas como são, “não deu certo, que pena” e pronto. Este estado, mais descontaminado de emoções, favorece o seu sentimento de autoestima, mas nem sempre possibilitam as avaliações e o aprendizado fazendo com que eles reincidam os mesmos erros em novos relacionamentos.

Queira se libertar da dor e ser muito mais feliz do que antes, mas saiba, isso requer um comportamento especial. A nova condição deve ser respeitada e jamais se refira ao passado com palavras desrespeitosas ou com sentimentos negativos. Isso contamina toda a família e torna a pessoa que tem esse tipo de comportamento aprisionada a dor, o que impede a vida de fluir rumo à felicidade. Afinal ser feliz é tudo que se quer, não é?

É também muito importante dar a cada um o seu lugar. Os ex-maridos ou ex-mulheres devem ser vistos com respeito, principalmente se eles forem pai/mãe de seus filhos. O mesmo deve ser feito com os parceiros atuais dos ex. Queira sincera e profundamente curar a sua dor e confie: isso te liberta para ser mais feliz que antes.

Lembre-se: o autorrespeito é condição número um para a felicidade. A dor precisa ser reconhecida e respeitada para se curar verdadeiramente, mas sem se dar todo o tempo do mundo. Prolongando muito este tempo, a pessoa corre o risco de perder o contato com a realidade, e se perder em dores “desconhecidas” e criar pensamentos e sentimentos sabotadores da felicidade e até desistir da vida afetiva. “Eu não mereço”, “não tem jeito”, “eu não sei”, “é difícil”, “homem não presta”, “antes só do que mal acompanhada”, entre outras coisas, são exemplos de sabotadores.

A vida precisa ser vivida plenamente. Se não conseguir dar a volta por cima e os sentimentos dolorosos e pensamentos limitantes persistirem é porque ficaram sequelas. Nesse caso, é recomendado que busque um Coaching de Relacionamento ou de Família.

A hora certa de procurar um novo parceiro é quando se sentir refeita/o para viver um amor de mais qualidade que o anterior.

Mas, e quando se têm filhos?

É importante ter a consciência que filhos são para sempre e são importantes e que chegaram primeiro, então honre essa ordem, mas também reconheça que todos têm o seu lugar e importância. Portanto, tome também o seu lugar e reconheça a sua importância. É muito frequente o ciúme de todos os tipos: do amor, do tempo de dedicação, da atenção, do carinho e da admiração dispensada ao outro que no caso pode ser o filho(a) , a namorada(o) ou os dois.

Esse sentimento gera concorrência, disputa que pode ser algo velado a princípio, mas tende a aparecer, pois a insegurança e o medo de perda geram comportamentos como, conflitos, ameaças, intrigas, comportamentos de revolta e chantagens emocionais.

Pais e mães que escolhem se relacionar apesar dos filhos estão certos em dar continuidade a sua vida afetiva, mas tem que ter a consciência das possíveis solicitações das partes e de seus sentimentos que podem gerar muita discórdia quando mal administrados. É perfeitamente possível construir uma convivência saudável. Ser transparente e pontual em seu posicionamento como Pai/Mãe e namorado/namorada e dizer claramente da importância e do lugar de cada um, evidenciando sempre as diferenças e importâncias de cada parte.

Não existe o mais importante, cada um tem sua importância e ninguém vai tomar o lugar do outro. Pai/mãe é pai/mãe, filho é filho e namorado(a) é namorado(a). Respeito e compreensão são as palavras de ordem também neste caso.

Se ambos têm filhos, o cuidado de ser redobrado, isso porque há mais conflitos que precisaram ser administrados. Nada de falar e fazer igual para todos, pois o que pode ser ótimo para um, pode ser péssimo para outro. Cada um é único, portanto é importante perceber cada um separadamente e saber falar a língua dele, ou seja, perceber a forma, o modelo, o seu tipo singular e respeitá-lo.

Existe um pouco mais de compreensão e tolerância do namorado/namorada com filhos, mas todo cuidado é pouco. Estimule o respeito e a parceria com uma convivência alegre e descontraída, mas não se esqueça de estabelecer os limites de forma clara e firme.

Sobre Roselake Leiros

Coach de carreira e de vida, com mais de 13 mil horas de atendimento. Consultora, palestrante, especializada em desenvolvimento humano. Programação Neurolinguística (Master/Trainer), certificada por Deborah Epelman, Robert Dilts e outros. Coaching Integrativo e Constelação Sistêmica Familiar e Organizacional certificada por Bern Iserd. Roselake Leiros é diretora da CrerSerMais – Desenvolvimento Humano.

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