A vacinação é essencial para proteger os recém-nascidos

25 de setembro – Dia Latino-americano da Luta contra a Coqueluche.

Até agosto de 2012, foram reportados 1.723 casos de coqueluche no Brasil, com óbito de 33 lactentes A Fundação Pan-Americana para a Saúde e Educação convoca os adultos, particularmente as gestantes, a vacinarem-se para evitar o contágio de bebês com menos de 6 meses.

Sob o lema “A coqueluche está de volta. Vacine-se para proteger o seu bebê“, a Fundação Pan-Americana para a Saúde e Educação (PAHEF, sigla em inglês) definiu o dia 25 de setembro, terça-feira, como o Dia Latino-americano da Luta contra a Coqueluche, como parte das atividades que integram a iniciativa América Latina sem Coqueluche.

Debora B. Freitas López, diretora de Comunicações da PAHEF, explicou que esta iniciativa pretende alertar o público sobre a gravidade desta doença. “Na última década, o número de casos de coqueluche na região aumentou 90%, de acordo com as estatísticas apresentadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”. “Estamos muito preocupados com esta mudança epidemiológica, porque a doença pode tirar a vida de um grande número de bebês com menos de 6 meses,” disse.

Da mesma forma, a Dra. Maria Luisa Ávila, ex-ministra da Saúde da Costa Rica e membro do Comitê Consultivo da Campanha América Latina sem Coqueluche (www.americalatinasinpertussis.com), recomendou que as gestantes, as mães em período de pós-parto, os profissionais de saúde e, em geral, todas as pessoas que tenham contato frequente com adolescentes e irmãos menores que não estão com a vacina em dia. “Um estudo publicado na revista científica de Doenças Pediátricas Infecciosas mostra que os pais, avós, irmãos e cuidadores são os principais focos de infecção para os bebês¹ . Portanto , não basta vacinar os bebês a partir dos dois meses, é imprescindível que os adultos recebam um reforço. “Só assim conseguiremos evitar mortes por esta doença,” advertiu.

Por sua vez, a especialista enfatizou a importância de as crianças receberem dois reforços da vacina contra coqueluche durante os primeiros anos de vida (o primeiro entre 15 e 18 meses e o segundo entre 4 e 6 anos) e, a partir da adolescência, uma dose de dez em dez anos.

De acordo com os dados publicados pela OPAS, de 2001 e 2003, foram notificados 11.106 casos de coqueluche na região; entre 2007 e 2009, esse número quase dobrou: 21.239 pessoas contraíram a doença . O problema poderia ser ainda maior, uma vez que este número de casos é apenas a “ponta do iceberg,” já que a coqueluche é subdiagnosticada devido a deficiências dos métodos de detecção da doença² em alguns países.

No Brasil, de acordo com o Sistema de Informação de Doenças de Notificação Compulsória do Ministério da Saúde, até agosto de 2012, foram reportados 1.723 casos de coqueluche, sendo 33 fatais. No ano anterior, em 2011, registraram-se mais de 2.000 casos, com 47 óbitos, sendo 45 em crianças com menos de 1 ano³ .

Necessidade de prevenção

A comemoração do Dia Latino-americano da Luta contra a Coqueluche será realizada na região da América Latina. No Brasil, no dia 25 de setembro, os brasileiros assim como internautas de outros países da América Latina terão a oportunidade de participar de uma conferência pelo Twitter, na qual serão respondidas suas dúvidas sobre o impacto da doença na região. Essa atividade, que faz parte do trabalho educativo antecipado pela PAHEF, contará com a participação da Dra. Debora B. Freitas López, diretora de Comunicações da PAHEF. A atividade começará às 16:00 (horário de Brasília, 15:00 horário de Washington D.C), e quem desejar participar poderá se conectar pelo portal oficial da fundaç&atild e;o (@pahef_espanol).

Hoje não há justificativa para a morte de uma só criança por coqueluche, porque é uma doença 100% prevenível. A comunidade médica está em alerta devido ao aumento de pessoas atingidas e insistimos na necessidade de que a população saiba como reconhecer e prevenir a doença, para deter o seu avanço“, afirmou a Dra. Cristina Mariño, presidente da Sociedade Colombiana de Pediatria e membro do Comitê Consultivo da América Latina sem Coqueluche (ALSC).

¹Bisgard KM, PascualFB, EhresmannKR, Miller CA, CianfriniC, Jennings CE et al.Infant pertussis: who was the source?PediatrInfect DisJ 2004; 23(11):985-989.

²Organização Mundial da Saúde. Estatísticas Mundiais, 2011. http://www.who.int/whosis/whostat/ES_WHS2011_Full.pdf  ³UF Notificação e Evolução. Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Ministério da Saúde do Brasil. 3 de agosto.

http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/index.php

 Sobre a ALSC

A iniciativa América Latina sem Coqueluche (Latin America without Pertussis) liderada pela Fundação Pan-americana para a Saúde e Educação (PAHEF) com um fundo educacional irrestrito concedido pela Sanofi Pasteur, trabalha para enfrentar o aumento da incidência da coqueluche na América Latina. Por meio desta iniciativa de educação em saúde, dissemina-se informações importantes para a comunidade médica, líderes do setor público latino-americano e pais com crianças, principalmente aquelas com menos de 6 meses, para conscientizar sobre a doença e, em última instância, para reduzir a zero o número de mortes por coqueluche na região.

Sobre a PAHEF

A Fundação Pan-americana para a Saúde e Educação (PAHEF) dedica-se à promoção da saúde, educação e capacitação. Fundada em 1968, a PAHEF é uma organização sem fins lucrativos que trabalha com a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) e outros parceiros estratégicos nas Américas para mobilizar recursos e, conjuntamente, abordar as principais prioridades da saúde, educação e capacitação. Além da grande vivência sobre os problemas de saúde mais importantes e forte relacionamento com os principais interessados na região, a PAHEF cria alianças e projetos bem-sucedidos que melhoram a saúde nas Américas. Para mais informações sobre a PAHE F, visite: www.pahef.org.

LU FERNANDES EDIT. & ESCRIT. DE COMUNICAÇÃO LTDA

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