1º de Dezembro – Dia Mundial de luta contra a Aids

Tratamento da doença enfraquece os ossos

O tratamento dos portadores do vírus HIV tem proporcionado aumento considerável de sua sobrevida. Estima-se que mais de 50 milhões de pessoas em todo mundo sejam portadores do vírus, sendo que hoje uma pessoa de 20 anos com o HIV tem perspectiva de vida de ao menos 70% em relação à população geral. No Brasil, cerca de 0,6% da população está infectada. Em Campinas, cerca de 260 novos casos de infectados pelo vírus da Aids são diagnosticados anualmente, que se somam aos cerca de 7 mil já existentes.

Para se manter saudável, o portador do vírus tem que se submeter a um rigoroso tratamento que envolve uso de medicamentos chamados antirretrovirais, por tempo prolongado. “Se por um lado este avanço da medicina tem permitido uma vida praticamente normal aos portadores do HIV, tem sido observado que estas pessoas apresentam um enfraquecimento progressivo de seus ossos (osteopenia ou osteoporose) quando comparados a outros da mesma idade, havendo estudos que demonstram aumento do risco de fratura, principalmente, em homens acima de 50 anos”, explica o chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, José Luiz Zabeu.

Segundo Zabeuapesar de haver riscos da presença de osteoporose somente pelo estilo de vida que algumas pessoas portadoras do vírus HIV optam por manter, como uso de cigarro e álcool, pouca atividade física e erros alimentares, o que explicaria este enfraquecimento do esqueleto seria uma combinação de dois fatores: uma ação nociva pela presença do vírus, que induz a liberação de substâncias chamadas citocinas inflamatórias as quais inibem a formação de osso e estimulam sua reabsorção pelo organismo, ao mesmo tempo em que as drogas antirretrovirais também induzem perda óssea, por diversos mecanismos. Isto é mais evidente em crianças e homens”.

Como este fato é pouco conhecido tanto pelos portadores do vírus HIV como por profissionais de saúde, é importante que se difunda a informação e que se faça o diagnóstico e a prevenção da osteoporose precocemente. Após avaliação clínica, pode ser indicada a realização do exame de densitometria óssea, que mede a condição do osso em relação à sua resistência, e orientada a pessoa sobre medidas gerais (parar de fumar, diminuir ingestão de álcool, praticar exercícios), suplementação de vitamina D e cálcio, além do uso de medicamentos que ajudam a manter os ossos mais resistentes. Em alguns casos, embora ainda em fase de pesquisas, a administração de testosterona e hormônio do crescimento tem se mostrado útil.

Portanto, os portadores do vírus HIV, tenham ou não a doença Aids, devem ser aconselhados a procurar serviços de saúde para identificação daqueles que apresentam tendência à perda óssea, a fim de receberem aconselhamentos e tratamentos que poderão evitar, no futuro, os transtornos de fraturas e outras consequências da osteoporose”, completa. www.hospitaldapuc-campinas.com.br

Puc – Pontifícia Universidade Católica de Campinas

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CRISLAINE GAVA
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